Tomada de decisão na fertilização, adubação e nutrição do solo na cultura do milho

A produtividade da cultura está diretamente relacionada com o teor de matéria orgânica do solo e a necessidade de adubação nitrogenada

Margareth Santos
Manejo

Níveis de matéria orgânica

De acordo com estudos da Fundação MS, quanto maiores os teores de matéria orgânica, maior será a capacidade do solo em suprir o nitrogênio e menor será a necessidade de investimento neste nutriente. Confira na tabela abaixo os níveis de matéria orgânica (M.O.) para a interpretação dos resultados de análise do solo, em função do teor de argila.

Interpretação da análise do solo para o teor de matéria orgânica em função do teor de argila do solo.

Definição da dose

Para se determinar a quantidade de nitrogênio a se aplicar para o milho, é primordial basear-se no teor de matéria orgânica do solo e na expectativa de produtividade. Veja na tabela abaixo, as doses de nitrogênio para aplicação na cultura do milho, em função dos níveis de matéria orgânica e da expectativa de produtividade.

Indicação da adubação nitrogenada, em quilos de nitrogênio por hectares, em função dos níveis de matéria orgânica, e da experiência de produtividade.

Para que se tenha rentabilidade, e não apenas produtividade, é fundamental que a meta de produtividade seja estabelecida considerando fatores como: o histórico da área; a fertilidade do solo na camada superficial (0-20 centímetros) e subsuperficial (20-40 centímetros); o potencial produtivo do híbrido a ser utilizado; a altitude da área; o risco de ocorrência de estiagem; entre outros.

Normalmente, as doses de nitrogênio acima de 150 quilos por hectare só se viabilizam com a semeadura de híbridos de alto potencial produtivo em solos férteis, sem alumínio na camada 0-40 centímetros, em regiões de maior altitude e com menor risco de estiagem. Portanto, é necessário adequar a tecnologia às condições edafoclimáticas disponíveis.