A Embrapa Tabuleiros Costeiros está à frente da Rede de transferência de tecnologia para revitalização da cultura do coqueiro gigante. O sistema investe na adaptação de técnicas de manejo do coqueiral junto à rotina dos pequenos produtores do nordeste brasileiro.
A espécie é produtora do coco seco, extensamente destinado à industria e ao mercado doméstico. No entanto, não há tradição alguma de investimentos para o segmento.
— É uma atividade de extrema importância socioeconômica na região, porém o sistema de produção dos coqueirais ainda é meramente extrativista. Por isso, temos uma produtividade muito aquém do potencial disponível — afirma o pesquisador Humberto Fontes.
Além de todas as carências ligadas a clima, solo e material genético, há também uma grande deficiência de informações sobre as tecnologias já desenvolvidas. O projeto se propõe a treinar profissionais multiplicadores que atuarão diretamente com os fruticultores nos estados nordestinos, responsáveis, hoje, por 99% da produção nacional do fruto.
Em fase de reconhecimento das propriedades existentes ao longo dos 209 mil hectares cultivados na região, a equipe está direcionada a definir as chamadas unidades demonstrativas. A aplicação prática das tecnologias sustentáveis nessas áreas de aproximadamente um hectare integrarão a avaliação final do projeto.
— A partir desse ponto, vamos medir o sucesso da transferência efetiva acerca das técnicas de adubação, consórcio de culturas, cobertura morta, melhoria de solo e monitoramento fitossanitário — explica Fontes.