O número de acidentes com tratores florestais é muito mais baixo do que os agrícolas pelas melhores condições que eles oferecem. A ergonomia das máquinas florestais é mais avançada, os controles são basicamente eletrônicos, elas são mais confortáveis, possuem cabines, em sua maioria, e apresentam sistemas de monitoramento de inclinação, o que praticamente acaba com os acidentes por tombamento. No entanto, justamente por sua complexidade, são máquinas muito caras que podem passar de R$ 1 milhão e não estão acessíveis ao pequeno produtor. No I Workshop de Prevenção de Acidentes com Máquinas Agrícolas e Florestais, da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, o professor Saulo Guerra vai dar uma palestra sobre a maior segurança dos tratores florestais.
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— A grande diferença entre os tratores florestais e os tratores agrícolas é o grau de complexidade e da eletrônica dos tratores florestais. Eles têm cabine, que os agrícolas não têm, têm um alto nível de eletrônica, sistemas que monitoram a declividade lateral e longitudinal, inclinação das máquinas em vários eixos e vários planos. Por isso, o índice de acidentes no setor florestal é muito menor do que no setor agrícola. A tecnologia florestal pode servir de exemplo para as agrícolas — diz Saulo Guerra, professor da faculdade de ciências agronômicas da Unesp.
As máquinas florestais são importadas, geralmente europeias, e por terem alta tecnologia chegam a custar mais de R$ 1 milhão, o que é inviável para o pequeno e médio produtor. Mas, cada vez mais, o mercado de segunda mão está aumentando proporcionando a compra destes tratores por produtores menores. São máquinas semi-novas que custam entre R$ 200 mil e R$ 300 mil com 10 mil a 15 mil horas de uso e apresentam alta segurança e ergonomia.
— É importante falar que apesar destas máquinas terem um custo muito alto elas apresentam níveis de produtividade muito altos também. Além do potencial que oferecem, da segurança, da ergonomia e o conforto que elas dão ao trabalhador rural. Se a gente conseguisse máquinas agrícolas com padrão florestal a gente teria tratores mais modernos, mais evoluídos, mais seguros, mais confortáveis, mais ergonômicos e, consequentemente, a gente teria um aumento no rendimento e na produtividade — explica Guerra.