Três novos híbridos e uma variedade

Lançamentos da Embrapa chegam ainda este mês ao mercado para plantio da próxima safra e abrangem produtores de alto, médio e baixo porte

Juliana Royo
Grãos

Os produtores de milho terão mais quatro opções para plantio na safra 2010/2011. A Embrapa Milho e Sorgo está lançando três novos híbridos, dois simples e um triplo, e mais uma variedade que podem ser plantados em quase todo o Brasil, desde o norte do Paraná até o Amapá e Acre. Todos os materiais são mais produtivos do que seus similares que já existem no mercado e servem tanto para safra quanto para safrinha.

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— Os híbridos BRS 1060 e BRS 1055 são do tipo simples e para alto investimento. O BRS 3040 é um híbrido triplo, tem a semente um pouco mais barata, e é para alto e médio investimento. A Caimbé é uma variedade, portanto uma semente mais barata, recomendada para ambientes de mais baixo investimento, de frustração de safra, ambientes marginais, que chovam menos e para casos em que o agricultor não tem recurso de comprar melhores sementes. Como qualquer outra variedade, tem um potencial produtivo menor do que os híbridos, mas é uma ótima variedade — explica o pesquisador Paulo Evaristo Guimarães, gestor do núcleo de recursos genéticos e desenvolvimento de cultivares da Embrapa Milho e Sorgo.

Guimarães garante que a produtividade de todas as novas cultivares são maiores do que as existentes no mercado dentro de cada região, mas explica que é muito difícil falar em números de produtividade porque todos os materiais são muito abrangentes, podem ser plantados em áreas muito distintas no País e servem tanto para a safra quanto para safrinha, o que provoca comportamentos muitos diferentes. O pesquisador diz que os quatro materiais foram testados em mais de 200 regiões e cita alguns exemplos. Em condições favoráveis, com chuva e plantio de verão no triângulo mineiro, as novas cultivares podem chegar a 12 toneladas por hectare. No entanto, em uma condição de safrinha tardia no Mato Grosso eles podem não ultrapassar três toneladas.

— Independentemente do híbrido ou variedade que for utilizada, é sempre bom o produtor experimentar a nova cultivar junto com a sua antiga. Nunca coloque os ovos todos numa cesta só. O ideal é que o produtor plante quatro ou cinco híbridos diferentes e avalie qual deles teve melhor resultado na sua propriedade, porque, dependendo do ano, ele pode ter uma impressão errada do material. Se a condição do ano for muito boa, pode achar que a cultivar é melhor do que realmente é, e se as condições climáticas do ano forem muito ruins pode acabar descartando um material que normalmente é bom. Por isso, é importante a comparação com outras cultivares na mesma área — ressalta.