Trigo alcança coeficiente recorde mundial

Variedade cultivada sob irrigação em fazenda no Cerrado tem produtividade média de 6 toneladas por hectare

Juliana Royo e Kamila Pitombeira
Manejo

Cultivado na Fazenda Nakamura, situada na Cooperativa do Distrito Federal, ao longo da BR 251, um tipo de trigo irrigado, produzido pela Embrapa, tem se destacado e alcançado um coeficiente recorde mundial. Com produtividade média de 6 toneladas por hectare na região do Cerrado, a variedade pode ser cultivada ainda em consórcio com outras culturas, como a do feijão. Esse tipo de rotação melhora as condições do solo em relação às doenças de raízes e permite maior sucesso com também com a leguminosa.

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Segundo Fernando Penteado Cardoso, presidente e fundador da Fundação Agrisus, para chegar a ao nível atual de produção, a fazenda usa 130kg de nitrogênio com ureia, além das adubações inicias, 5 pulverizações para proteção contra ferrugem e irrigação da metade do crescimento das plantas em diante. Já a variedade é um trigo panificável produzido pela Embrapa.

— Como no Cerrado não há risco de chuva, é possível produzir um trigo de qualidade a partir da regulagem da irrigação. No caso da fazendo, as plantas foram irrigadas com 10 milímetros de água a cada dois dias — afirma o fundador.

De acordo com ele, se a produção dessa variedade for dividida pelo número de dias do ciclo de vegetação, obtém-se um coeficiente recorde mundial. No entanto, algumas seleções ainda continuam sendo feitas pela Embrapa, principalmente para aumentar a resistência à ferrugem, ameaça constante às culturas de trigo em todo o mundo.

Quando o assunto é sustentabilidade, Cardoso fala em manter o solo permanentemente ou quase permanentemente coberto de resíduos. No caso específico da fazenda Nakamura, o trigo deixa entre 10 e 12 toneladas de palha para proteger o solo. Já a adoção de culturas consorciadas, por exemplo, conta com várias opções.

— O feijão é uma das culturas que poderia ser usada em rotação com o trigo irrigado no Cerrado, mas isso não é uma regra, pois depende muito da negociação que cada produtor tem com a indústria processadora. Esse tipo de rotação melhora as condições do solo em relação às doenças de raízes e permite maior sucesso com também com o feijão — explica o fundador.

No entanto, para a rotação com esse tipo de trigo, podem ser usadas ainda as culturas da soja, do milho e do sorgo no verão, segundo ele. Já no inverno ameno, com pouca ou nenhuma chuva, tomate, ervilha, batata, cebola, cenoura e alho são as culturas mais indicadas.

Para mais informações, basta entrar em contato com (11) 3064-8776.