Com a diminuição do custo de produção, o uso de triticale na alimentação de suínos e aves pode garantir ao produtor rural um lucro de até 2% na produção, o que corresponde a um aumento de 100% do lucro em uma criação convencional. Isso porque o triticale substitui a soja na formulação da ração e até 75% do milho, proporcionando os mesmos índices de ganho de peso. O triticale entra como um substituto parcial do milho na alimentação de suínos e aves, ou seja, ele não substitui totalmente o milho porque não tem tanta energia, mas em proporções de até 75%, traz resultados semelhantes aos obtidos com 100% de milho.
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Segundo Alfredo do Nascimento Junior, pesquisador da Embrapa Trigo, a vantagem dessa proteína em maior quantidade e melhor qualidade do milho faz com que o produtor de suínos e aves, reduza a quantidade de farelo de soja necessária na ração. Essa redução na quantidade de farelo diminui o custo de produção e pode dar ao produtor até 2% de lucro na produção de suínos e aves, o que corresponde, às vezes, a 100% do lucro do produtor em uma criação normal.
— Além disso, o triticale conta com a vantagem de ser produzido na entressafra do milho, época onde normalmente o preço do milho é elevado. Então, o produtor pode plantar o triticale na propriedade, colher em época onde normalmente ocorre a falta do milho e utilizar esse mesmo produto na propriedade para alimentação de suínos e aves — explica o pesquisador.
De acordo com ele, o triticale é uma cultura que exige frio, mas pode ser cultivado desde o Rio Grande do Sul até a Região Centro-Oeste em maiores altitudes. No entanto, normalmente, sua área de maior cultivo é o norte do Paraná e sul de São Paulo.
— Por ser filho do cruzamento entre trigo e centeio, o triticale une algumas características interessantes da cultura. Quando comparado ao trigo, ele apresenta maior tolerância a solo ácido e suporta bem déficits hídricos. Além disso, apresenta uma tolerância maior às doenças foliares, como ferrugem e oídio. Entretanto, um ponto negativo depois do espigamento é sua suscetibilidade à giberela — conta Nascimento.
Para ele, o principal cuidado é colher o grão na ausência de chuva. Isso porque a chuva pode causar a ocorrência da giberela. Essa doença, além de prejudicar a qualidade dos grãos, poderá favorecer a presença de micotoxinas, muito danosas às criações.
O pesquisador informa ainda que, na Embrapa Suínos e Aves, existem fórmulas adequadas para o uso do triticale que variam em função do preço dele, do preço do milho e da quantidade utilizada na mistura. Por isso, o produtor precisa da orientação de um técnico.
— A princípio, se o produtor utilizar o triticale puro, pode ter perda de peso. Por isso, ele deve sempre ser misturado com o milho, que pode ser substituído em até 75% por triticale sem provocar perda de ganho de peso — garante.
Para mais informações, basta entrar em contato com a Embrapa Trigo através do número (54) 3316-5800.
