Um assunto para reflexão

Em um mercado cada vez mais exigente, o agricultor precisa de segurança, de crédito e de logística para produzir e não de mais promessas distantes de apoio financeiro para que ele zele de seus ativos ambientais

Mauricio Carvalho de Oliveira
Manejo

O tema Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e seus congêneres atende mais a sanha de ambientalistas e poderá, facilmente, contribuir para  engordar a burocracia do que concretizar-se em um instrumento eficaz para a preservação ambiental.

O agricultor está preocupado em buscar inovações e tecnologias para produzir com eficiência e competir em um mercado cada vez mais exigente. Precisa, antes de tudo, de segurança jurídica em seus negócios (regras claras e confiáveis), de crédito suficiente e ágil, de logística adequada às suas atividades, e não de mais uma promessa distante de apoio financeiro para que ele zele de seus ativos ambientais.

Enquanto  na burocracia são engendradas as estruturas regulatórias para gerir os tais PSAs, os produtores estão envolvidos na aquisição de insumos para os novos ciclos de produção – investir em máquinas e equipamentos, na conservação de seu solo, na proteção dos recursos hídricos, no aperfeiçoamento da gestão de seu negócio e a sobrevivência do mesmo, seja para seus filhos ou netos, ou para quem se dispuser, de fato, a ser um produtor de alimentos.

Esse é um tema relevante para reflexão no meio agronômico. Será isso que a sociedade precisa?  Mais um imposto para girar a máquina pública e mais um atropelo legislativo para o produtor rural? Em quais países esses modelos estão funcionando? São apenas alguns questionamentos que devem estar muito claramente entendidos.  

O engenheiro agrônomo é o profissional que melhor compreende os valores e a ciência do uso da terra. Valores e conhecimentos esses que devem ser  colocados em beneficio de uma vida melhor, sem mistificações ou sofismas e que resultem no real desenvolvimento socioeconômico. Ciência e tecnologia sim! Mais imposto? Reflita sobre isso.