Ureia na alimentação de vacas leiteiras

Criadores de vacas leiteiras podem utilizar a ureia na alimentação dos animais, desde que sejam observadas recomendações

Rosália Silva
Nutrição Animal

 

As potencialidades e limitações da utilização da ureia na alimentação das vacas leiteiras foram estudas por veterinários e agrônomos da Embrapa Cerrados, haja vista que são as despesas com a alimentação que contribuem de forma significativa nos custos de produção da atividade leiteira.

Como os suplementos protéicos são os mais caros da lista nutritiva, para o produtor é uma boa alternativa utilizar a ureia, pois possui preço mais acessível e, quando administrada corretamente, este composto orgânico ainda tem condições de manter bons níveis de produção.

O estudo recomenda que para vacas no terço médio e final de lactação, a ingestão de ureia pode chegar a valores próximos a 200 gramas por animal ao dia, dependendo das exigências nutricionais desses animais. No entanto, para animais no início de lactação, aconselha-se o fornecimento de doses inferiores a essa.

Segundo a pesquisa, a ureia é um composto nitrogenado não-protético que pode ser utilizado para reduzir custos com a suplementação protéica em dietas de bovinos leiteiros, mas os autores lembram que a eficiência desse uso depende do balanceamento adequado da dieta, de modo a permitir uma sincronização entre a disponibilidade de carboidratos fermentáveis e nitrogênio no rúmen.

Levando em conta que o consumo de grandes quantidades de ureia, durante um período curto, pode ser fatal para animais não adaptados, a indicação da Embrapa é que haja adaptação à ingestão, por meio do fornecimento de quantidades gradativamente crescentes como sendo condição fundamental para se evitar a intoxicação. Para mais informações sobre o uso da ureia na alimentação de bovino de leite, acesse o documento em anexo.