O Brasil possui inúmeras áreas de terra fértil, insolação em abundância e disponibilidade de recursos hídricos, compondo o cenário ideal para absorção e armazenamento da energia solar na cana-da-açúcar. Esse armazenamento de energia renovável e sua possível conversão em energia elétrica, ou combustível, fornecem ao País uma alternativa viável aos derivados de petróleo e demais combustíveis fósseis.
A médio e longo prazos, novas tecnologias tendem a viabilizar comercialmente outras fontes de biomassa para uso energético. É o caso das tecnologias de produção de etanol a partir de lignocelulose, que poderão duplicar o volume produzido atualmente no Brasil. A exaustão de fontes não-renováveis e as pressões ambientalistas levarão ao maior aproveitamento energético da biomassa e no suprimento de eletricidade para demandas isoladas da rede elétrica.
Do ponto de vista energético, biomassa é todo recurso renovável oriundo de matéria orgânica de origem animal ou vegetal e que pode ser usada na produção de energia. Uma das suas principais vantagens é que, embora de eficiência reduzida, seu aproveitamento pode ser feito diretamente, por intermédio da combustão em fornos e caldeiras. Tecnologias de conversão mais eficientes como a gaseificação e a pirólise tem sido desenvolvidas na tentativa de melhorar o processo.
O investimento em fontes alternativas e renováveis de energia tem crescido mundialmente, no entanto, o uso energético da biomassa não tende a ocupar um espaço significativo maior do que o atual na matriz energética mundial, segundo relatório da Agência Internacional de Energia (IEA), de 2007. A expansão da bioeletricidade não deverá ocorrer, ao menos a curto prazo, em virtude da não concretização de duas condições fundamentais: o fornecimento de biomassa a baixo custo e o avanço das tecnologias de geração.