Uso da cana para alimentação de ruminantes no Amapá

Uma série de recomendações sobre o preparo do solo, adubação e seleção da área para o cultivo da cana em vista à produção de volumoso, como alternativas de alimentação de bovinos

Redação
Nutrição Animal

De acordo com a Embrapa Amapá, existe atualmente interesse de produtores rurais do Estado do Amapá por alternativas de alimentação de bovinos no período seco do ano, quando inevitavelmente os pastos se tornam escassos, o valor nutritivo do capim cai e pode ocorrer a perda de peso dos animais. 

No período de estiagem, a cana torna-se então um atrativo para a produção de volumoso. Pois a cultura tem elevada produtividade, possui valor nutritivo praticamente inalterado durante o ano todo, é de fácil implantação e manejo; seu custo de produção é baixo; e é um alimento bem aceito pelos animais.

Entretanto, se a cana for usada pura e como único volumoso da dieta, o desempenho produtivo dos animais normalmente é muito baixo, em virtude de seu baixo valor proteico.

Como alternativa para essa limitação, é necessário que a cana seja suplementada com uma fonte protéica, destacando-se a uréia mais sulfato de amônio, o que permite balancear melhor o alimento ofertado aos animais.

Para tanto, a Embrapa Amapá disponibiliza uma série de recomendações, conforme a sequência abaixo.

Cortar a cana rente ao solo, eliminando-se as folhas secas, em seguida, picar integralmente o caule e as folhas verdes. Adicionar então ao material triturado, uma mistura diluída de uréia mais sulfato de amônio.

Para os animais em fase de adaptação (primeira semana), usar 450 gramas de uréia mais 50 gramas de sulfato de amônio, diluídos em quatro litros de água, regados uniformemente sobre 100 quilogramas do material triturado.

Após terminar o período de adaptação, ampliar a quantidade para 900 gramas de uréia mais 100 gramas de sulfato de amônio, diluídos em quatro litros de água, regados uniformemente sobre 100 quilogramas do material triturado.

Existem ainda outras recomendações acerca da mistura da cana com a uréia que devem ser vistas com cautela, dentre elas, seguir rigorosamente o período de adaptação dos animais; não fornecer cana mais uréia para animais em jejum; observar os animais com regularidade; e, caso ocorra a interrupção do fornecimento da mistura, é necessário reiniciar o período de adaptação.

Face ao interesse do produtor rural no assunto, a Embrapa Amapá possui um documento com informações mais detalhadas, bem como indicações sobre o preparo do solo, adubação e seleção da área para o cultivo da cana em vista à produção de volumoso. O documento se encontra disponível em anexo.