Uso de biorreguladores minimiza os efeitos do estresse nas plantas

Estudo realizado pelo professor da UNOESTE Gustavo Maia mostra os benefícios do biorregulador no desenvolvimento da soja

Newslink
Manejo

Os fatores ambientais são as principais causas de estresse no meio agrícola. A falta ou excesso de água, luminosidade e nutrientes adequados ao solo, além dos ataques de pragas e doenças, como fungos, vírus e bactérias são responsáveis por reduzir ou aumentar a produtividade e a viabilidade econômica das culturas. Dentre os fatores estressantes, a falta de chuva na maior parte do País tende a prejudicar o desenvolvimento da soja, já que para a obtenção do rendimento máximo, esta cultura necessita de água durante todo o clico. Com o tempo seco e a baixa umidade relativa do ar, os níveis de umidade do solo diminuem levando a planta ao estresse hídrico.

Para combater ou minimizar os efeitos do estresse, muitas ações podem ser tomadas dependendo da causa específica. O professor da UNOESTE Gustavo Maia explica que a primeira providência deve ser cessar a causa do estresse. “É preciso irrigar plantas que estão desidratadas, aplicar defensivo em plantas doentes ou fertilizantes nas que apresentam deficiência nutricional”, exemplifica. No entanto, o professor ressalta que bioreguladores tem se mostrado uma alternativa bastante efetiva, pois atuam em processos fundamentais para a sobrevivência e a manutenção do bom estado da planta, podendo amenizar os danos causados pelo estresse.

Quando a planta é afetada por algum estresse, acaba utilizando grande parte da energia, refletindo na redução do crescimento, desenvolvimento e produção. “O uso do Stimulate, produto consolidado no mercado pela Stoller foi utilizado no estudo e contribuiu de forma significativa para reduzir em mais de 20% as perdas de produção em ambientes com deficiência hídrica. Tal efeito se dá por uma influência positiva no processo fotossintético”, explica. O principal processo afetado é a fotossíntese, devido sua importância para a planta e para produtividade, já que esse processo é o responsável para o fornecimento de energia que mantém a vida e o acúmulo de biomassa de interesse econômico, além de garantir a energia para o reparo de danos causados por estresses. Durante o estudo notou-se que as plantas tratadas com Stimulate apresentam aumento de 34% no potencial fotossintético e 35% na atividade da enzima Rubisco, a qual participa desse importante processo para as plantas.

No estudo realizado, foi comprovado que a utilização do bioregulador proporcionou um efeito positivo nas taxas fotossintéticas em plantas submetidas a estresse, evidenciando seu papel como agente de combate ou amenização do estresse, podendo reverter parte das perdas de produtividade causadas pelo gasto de energia que a planta teria para combater o estresse. “Os resultados mostraram que as plantas supridas com o Stimulate tiveram uma recuperação significativamente melhor após a deficiência hídrica cessar”, conclui Maia.