A vacina nos animais a partir da adoção de medidas preventivas com a imunoprofilaxia permite o controle de muitas enfermidades. Devidos os ruminantes não possuírem passagem de anticorpos pela placenta, algumas doenças são prevenidas pela transferência de imunoglobulinas pelo colostro. Sendo assim, as fêmeas quando são vacinadas protegem suas crias nas primeiras semanas de vida em razão do fornecimento de colostro rico em anticorpos.
Como o organismo necessita de 10 a 15 dias para iniciar a produção de anticorpos, a imunidade não se estabelece prontamente em determinadas vacinas. Em animais susceptível à doenças, o período que vai da aplicação da vacina até o desenvolvimento da imunidade é conhecido como fase negativa da imunidade, observado na primovacinação. Já na segunda dose, ou reforço, os anticorpos se produzem rapidamente, sendo mais duradouros. Por outro lado, podem ocorrer falhas na vacinação, impedindo a formação de anticorpos em concentração adequada para neutralizar o microrganismo agressor. Conservação inadequada da vacina, aplicação após o vencimento, dose insuficiente e o estado orgânico dos animais são alguns fatores que contribuem para as falhas.
A Embrapa Caprinos e Ovinos lembra que a recomendação do calendário de vacinações deve respeitar a legislação vigente, assim como a ocorrência das principais doenças infecto-contagiosas nas regiões do Brasil. Sendo assim, as vacinações em caprinos e ovinos ocorrerão onde existirem focos de doenças comuns e administradas dependendo da ocorrência de casos e surtos.
Os pesquisadores lembram que a vacina contra a Febre Aftosa não é recomendada para pequenos ruminantes, conforme normas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). As vacinas de mais importantes são a anti-rábica e a polivalente. A aplicação da anti-rábica deve ocorrer em animais de quatro meses em diante, sendo repetida anualmente. Esta vacina é utilizada em áreas endêmicas e onde houver a presença de morcegos hematófagos. Já a polivalente deve ser mantida frequentemente na criação de pequenos ruminantes, feiras, leilões ou exposições de animais. Vale lembrar que a polivalente deve ser aplicada sempre no último mês de gestação, e nos animais vacinado pela primeira vez devem receber um reforço quatro semanas após a primeira dose.