A bacia hidrográfica do rio Miranda, no Mato Grosso do Sul, é objeto de estudo de pesquisadores da Embrapa Pantanal desde 2005, com o intuito de avaliar o uso sustentável dos seus recursos naturais. O conceito básico é compilar os indicadores de características da água e outros parâmetros pré-existentes de conservação do solo, das plantas e irrigação num índice geral de qualidade que auxilie os órgãos gestores e legisladores do país.
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A partir da análise química da água, que observa desde quantidade de oxigênio até contaminação por esgoto e fertilizantes (nitrogênio e fósforo), o projeto multidisciplinar contemplará também os limites das áreas de preservação, a conectividade dos remanescentes florestais, fauna, flora e até mesmo potencial erosivo.
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O conceito básico é |
— É uma metodologia integradora de todas as atividades que estão sendo realizadas na bacia. A ideia central é avaliar até que ponto estamos ultrapassando o limite da sustentabilidade na região para tornar a legislação mais eficaz. — revela a pesquisadora Débora Fernandes Calheiros.
De acordo com ela, resultados preliminares mostram que cerca de 80% da área de planalto regional já se encontra em estado crítico. Esse dado reafirma, entre outros riscos, a ameaça direta às nascentes dos rios, localizadas justamente nessa faixa da vegetação.
O instrumento disponibilizará o uso de imagens e mapas coloridos para demonstrar a situação real de comprometimento ecológico na bacia do Miranda. Além disso, a ferramenta viabilizará ainda o processo de recuperação, à medida que permitirá a identificação das razões da degradação ambiental. A previsão, portanto, é que a tecnologia se aplique também a todas as outras bacias pantaneiras.
