Utilização de bactérias para a agricultura é destaque na Tecnoshow

Palestrante apresenta vantagens dos inoculantes tradicionais na lavoura e novidade tecnológica

Ascom Tecnoshow Comigo
Manejo

Com o tema “Inoculação de leguminosas e gramíneas: o que eu ganho com isso?”, palestra realizada nesta terça-feira, 8, no auditório principal da Tecnoshow Comigo, mostrou os benefícios do método para os agricultores. A pesquisadora da Embrapa Soja, Mariangela Hungria, explicou aos produtores a importância da inoculação e os benefícios alcançados com a técnica, que consiste em inserir, no momento de plantio, bactérias que beneficiam a fixação biológica de nitrogênio em sementes como milho, trigo, soja e feijão, promovendo assim o crescimento da raiz e a absorção de mais nutrientes. “Utilizando a bactéria, o agricultor economiza muito e, além disso, contribui com o meio ambiente, pois diminui a emissão de poluentes químicos”, enfatiza a doutora em Agronomia.

Vendidos em larga escala no País e produzidos com estirpes brasileiras (mesmo aqueles importados da Argentina), inoculantes são utilizados por pequenos, médios e grandes agricultores. “Temos ensaios tanto em assentamento familiar como na agricultura irrigada por pivô. O bom da bactéria é que ela é extremamente democrática, funciona pra todo mundo”, enfatiza a pesquisadora.

Pioneirismo e certificação
Durante os cinco dias de Tecnoshow, um dos destaques fica por conta da coinoculação, novidade desenvolvida por meio de parceria público-privada e já disponível para ser comercializada. “Na Feira, no estande da Embrapa, estamos fazendo o lançamento de uma nova tecnologia para soja e feijoeiro unindo as duas tecnologias: bactérias que fornecem o nitrogênio, conhecidas como rizóbios, a bactérias que promovem o crescimento das raízes”, afirma Mariangela Hungria.

Denominado AzoTotal max, o produto é o primeiro devidamente aprovado e registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), conforme explica o gerente nacional da Total Biotecnologia, César Kersting. “É o único produto que pode ser utilizado porque foi efetivamente testado”, ressalta.