
A Laminite pode ser definida como um processo inflamatório que acomete as lâminas coriônicas do casco, sendo consequência da diminuição da perfusão capilar no interior do mesmo, podendo ainda ser caracterizada como uma doença vascular periférica (STASHAK,1994).
Vários fatores podem predispor a laminite, porém sabe-se que a doença no casco é apenas uma manifestação local de um distúrbio metabólico sistêmico, que atinge os sistemas cardiovascular, renal e endócrino, além do equilíbrio ácido-base (THOMASSIAN, 1996). Complicações graves decorrentes da laminite incluem necrose isquêmica das lâminas do casco e rotação da falange distal (STASHAK, 1994).
O tratamento baseia-se em eliminar ou minimizar os fatores predisponentes, reduzir o ciclo de dor/hipertensão, reduzir ou prevenir danos laminares permanentes, melhorar a hemodinâmica capilar laminar e prevenir a rotação da terceira falange. Partindo do princípio de que a maioria das doenças que predispõem os eqüinos a apresentarem laminite está associada a endotoxemia circulatória, combater efeitos da endotoxemia e “sepsis” por meio de fluidoterapia, antibióticoterapia, utilização de flunixin meglumine ou cetoprofeno e soro ou plasma hiperimune é essencial é essencial (MIKAIL, PEDRO, 2006).
Os vasodilatadores são utilizados com o objetivo de melhorar a perfusão laminar, já que a vasoconstricção pode desencadear a laminite ou contribuir para o agravamento e perpetuação das lesões.
A Acepromazina (Apromazin 1%), antagonista alfa-adrenérgico, está entre essas drogas e o seu protocolo para laminite é 0,03-0,06mg/kg IM, TID ou QID, 3 a 5 dias, e em alguns casos durantes semanas. A dose e a duração do tratamento são ajustadas consoante a alteração do pulso digital. Este agente também diminui a ansiedade. (STASHAK, 1994).