Pesquisadores da Embrapa Cerrados consideram que é preciso que sejam geradas por meio do melhoramento genético variedades de mandioca mais adaptadas às condições do cerrado brasileiro. Para tanto, é necessário o conhecimento à respeito da variabilidade genética dos possíveis genitores a serem empregados em cruzamentos.
Pensando nisso, a Embrapa Cerrados conduziu um trabalho de determinação da variabilidade genética de 23 acessos de mandioca de mesa mantidos no Banco Regional de Germoplasma de Mandioca do Cerrado (BGMC), por meio de marcadores moleculares da classe RAPD.
Os resultados evidenciaram a existência de elevada variabilidade genética no grupo de acessos estudados, a não ser naqueles designados pelo nome comum de Taquara Amarela: quatro acessos. Logo, conforme a investigação científica, ficou evidente que os acessos avaliados apresentam variabilidade genética e que essa pode ser utilizada no melhoramento genético.
Em relação à recomendação de cruzamento, com exceção dos acessos do grupo Taquara Amarela, que não devem ser cruzados entre si por poderem apresentar depressão endogâmica, os pesquisadores podem optar por qualquer cruzamento envolvendo os genótipos avaliados. Contudo, é evidente que também devem ser considerados pelos programas de melhoramento genético da cultura os caracteres agronômicos e a capacidade de combinação dos acessos.