Variação do teor de óleo no germoplasma do algodão

Pouco tem sido feito no âmbito de trabalhos de melhoramento genético, que são úteis na modificação das características das sementes de algodão

Margareth Santos
Agroenergia

O algodão pode ser uma boa alternativa para produção do biodiesel. No entanto, muitos fatores afetam a composição química das sementes do algodão, como os cultivares, locais, anos e suas interações. Pouco tem sido feito no âmbito de trabalhos de melhoramento genético, que são úteis na modificação das características das sementes. A Embrapa Algodão caracterizou 360 acessos de Gossypium hirsutum L., pertencentes a sua coleção de germoplasma, quanto ao teor de óleo nas sementes.

As amostras de sementes foram deslintadas e secas, em seguida foram deixadas em umidificador para ajuste do teor de umidade. Depois, as amostras de 50 sementes foram colocadas em tubos de ensaio e levadas ao aparelho RMN para leitura do teor de óleo. Cada amostra foi analisada quatro vezes e a média dessas leituras foi considerada como o teor de óleo de cada amostra. Entre os materiais, o teor de óleo variou de 15,5% a 26,7%, e os acessos de maior teor foram sintetizados para trabalhos de melhoramento, visando a obtenção de cultivares.

É fato que o aquecimento global tem despertado o interesse na produção de fontes alternativas de energia em substituição ao petróleo. Por ser uma fonte de energia não renovável e pelas constantes variações de preços, o petróleo tem gerado a necessidade de se buscar outras fontes alternativas de energia. Dessa forma, os óleos vegetais têm despertado interesse para a produção de combustível para motores diesel. Existem mais de 350 tipos de plantas identificadas que são produtoras de óleo, como girassol, soja, côco, entre outras.