O algodão pode ser uma boa alternativa para produção do biodiesel. No entanto, muitos fatores afetam a composição química das sementes do algodão, como os cultivares, locais, anos e suas interações. Pouco tem sido feito no âmbito de trabalhos de melhoramento genético, que são úteis na modificação das características das sementes. A Embrapa Algodão caracterizou 360 acessos de Gossypium hirsutum L., pertencentes a sua coleção de germoplasma, quanto ao teor de óleo nas sementes.
As amostras de sementes foram deslintadas e secas, em seguida foram deixadas em umidificador para ajuste do teor de umidade. Depois, as amostras de 50 sementes foram colocadas em tubos de ensaio e levadas ao aparelho RMN para leitura do teor de óleo. Cada amostra foi analisada quatro vezes e a média dessas leituras foi considerada como o teor de óleo de cada amostra. Entre os materiais, o teor de óleo variou de 15,5% a 26,7%, e os acessos de maior teor foram sintetizados para trabalhos de melhoramento, visando a obtenção de cultivares.
É fato que o aquecimento global tem despertado o interesse na produção de fontes alternativas de energia em substituição ao petróleo. Por ser uma fonte de energia não renovável e pelas constantes variações de preços, o petróleo tem gerado a necessidade de se buscar outras fontes alternativas de energia. Dessa forma, os óleos vegetais têm despertado interesse para a produção de combustível para motores diesel. Existem mais de 350 tipos de plantas identificadas que são produtoras de óleo, como girassol, soja, côco, entre outras.