Um dos problemas da fruticultura nacional é o número restrito de variedades em uso no mercado. Estados como Bahia, Sergipe, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais apoiam suas citriculturas apenas na cultivar “laranja pera”. Visando atenuar essa questão, a Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical pesquisou formas de diversificar a fruticultura brasileira e apresenta quatro clones: as laranjeiras “Pera D-6” e “Westin” e as limeiras ácidas “Tahiti 2001” e Tahiti 2002”. A pesquisa também oferece ao citricultor material de origem certificada.
— A ação da Embrapa tem como objetivo mostrar ao citricultor outras opções além da laranja pera e produzir material de origem genética certificada. O programa é realizado em parceria com a iniciativa privada e visa liberar mais variedades em copas e porta-enxerto — explica um dos coordenadores do projeto, o pesquisador Orlando Sampaio Passos.
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Variedade Westin, |
De acordo com Passos, o trabalho de produção segue três fases distintas: introdução, seleção e melhoramento genético. Materiais de várias origens foram introduzidos, obtidos clones provenientes de sementes (isentos de doenças de vírus), feitas avaliações em diferentes regiões e liberados para uso. O País mantém a citricultura em cinco variedades ao ano, o que deixa a cultura vulnerável. A intenção da Embrapa é melhorar a oferta de clones para que o produtor possa ter opções durante todo o ano. Ele lembra ainda que a diversificação é a chave de qualquer negócio.
— A pesquisa consiste em avaliar as qualidades físicas e químicas das cultivares, como tamanho e peso do fruto, espessura da casca, acidez e determinar a curva de maturação, ou seja, quando ela pode ser colhida. As variedades são avaliadas dentro das propriedades, de forma a permitir que os agricultores verifiquem as suas vantagens, incluindo a tolerância à CVC, Clorose Variegada dos Citros, e a produtividade elevada — esclarece o pesquisador.
