Vespas para controle biológico de lagartas são distribuídas em lavouras de milho no RS

Inseto minúsculo parasita ovos das mariposas, controlando as lagartas, tanto da espiga como do cartucho, de forma sustentável

Emater/RS-Ascar
Manejo

Nos 14 hectares de milho para silagem cultivados por Mariane e Alexandre Massignan, em Farroupilha, foram distribuídas, nesta sexta-feira e sábado (20 e 21/12), cartelas com ovos das vespas Trichogramma sp.. Ao nascer, o inseto minúsculo vai parasitar os ovos das mariposas, controlando as lagartas, tanto da espiga como do cartucho, de forma sustentável.

Mariane considerou a aplicação fácil e rápida. A família conheceu a alternativa em um Dia de Campo promovido pela Emater/RS-Ascar para divulgar a campanha estadual que visa substituir o uso de inseticidas pelo controle biológico, protegendo o meio ambiente e a saúde dos produtores. Para Mariane, o fato de não precisar trabalhar com produtos químicos foi a principal motivação para testar o controle biológico. De acordo com ela, há dois anos e meio o marido teve um sério problema de saúde (câncer), que pode ter sido causado pelo uso de agroquímicos.

Para utilizar o controle biológico, a família trocou o milho transgênico pelo híbrido comum, que custa menos da metade do preço. Em Farroupilha, oito famílias estão utilizando o controle biológico em 33 hectares de milho. Para incentivar o uso, a aquisição do agente biológico, produzido em laboratório, foi totalmente subsidiada pela Secretaria Municipal da Agricultura. Conforme o técnico agrícola da Emater/RS-Ascar de Farroupilha, Milton Grassiani, essas lavouras vão servir como unidades demonstrativas, como polo de difusão dessa tecnologia, para que a cada ano a área aumente. Atualmente, no município são cultivados 1.200 hectares de milho, sendo 600 ha destinados à produção de grãos e 600, para silagem. As propriedades onde o sistema de controle foi implantado serão acompanhadas pelos técnicos da Emater/RS-Ascar, mas o assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar, João Villa, garante que a tecnologia é eficiente no controle da praga, além de ter baixo custo e ser sustentável.