A piscicultura no município de Amarante do Maranhão já existe há alguns anos, mas os produtores não conhecem muitas tecnologias que podem desenvolver a atividade na região. Do dia 30 de agosto a 3 de julho, a Embrapa Meio-Norte vai capacitar produtores, técnicos rurais e veterinários do município e ensinar, principalmente, as novidades na construção de viveiros para aumentar a produtividade local. A ação da Embrapa faz parte do Projeto Arco Verde e vai tentar agregar dezenas de pessoas que estão desempregadas por causa do fechamento de 60 serrarias na região. Dados de 2008 do Ministério do Meio Ambiente mostram que Amarante do Maranhão é o município que mais desmata em todo o estado. Com o fechamento das serrarias e o conhecimento técnico da produção de peixes, os produtores ganham uma nova perspectiva.
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O pesquisador Laurindo Rodrigues, da Embrapa Meio-Norte, é um dos palestrantes que vai fazer a capacitação no município. Ele diz que a maioria dos piscicultores da região é formada por agricultores familiares que não estão acostumados com as novas tecnologias e o principal problema está relacionado à construção de viveiros. Segundo eles, os produtores não utilizam sistema de captação de água ou drenagem residual e a ideia será incorporar aeradores ou fazer a restruturação de viveiros.
— A ideia é favorecer o agricultor familiar para ele conseguir tirar da aquicultura a renda principal para a sua família. Existem alguns problemas relativos à construção de viveiros, principalmente, porque eles não apresentam o sistema de captação e drenagem residual de água. A renovação se faz apenas para compensar o que se perde por evaporação. A ideia é trabalhar com uma restruturação de viveiros ou com aeradores que vão fazer com que a qualidade de água melhore, porque ele incorpora o oxigênio dissolvido na água. Outra questão é a calagem e adubação dos viveiros, que fazem com que o ambiente tenha uma estabilidade de pH, de acidez da água. Este é o principal fator de estresse dos peixes durante o cultivo.
Com a mudança de tecnologia, o pesquisador espera conseguir fazer com que os pequenos piscicultores do município atinjam uma produção de seis a oito toneladas de peixes por hectare. A ação da Embrapa na região também prevê futuras capacitações na produção de ovinos, leite a pasto, mudas frutíferas e florestais.