Zoneamento agroclimático da produção leiteira de Pernambuco

Mapeamento auxília ações governamentais e produtores rurais nas tomadas de decisão

Nivea Schunk
Leite

A Embrapa Semiárido realizou o zoneamento agroclimático da produção leiteira de pernambuco. O levantamento dessa vulnerabilidade auxiliará diretamente aos produtores rurais e norteará ações governamentais para abreviar as perdas no setor. O foco é estabelecer técnicas de adaptação, visando não só reduzir a emissão dos gases do efeito estufa, como também definir técnicas de melhoramento e manejo. Ações políticas de seguridade social e concessão de créditos aos criadores também estimulam a atividade no Estado.

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— Estimamos, em particular, os valores do declínio produtivo do leite para níveis de 10, 20 e 30 quilogramas por animal ao dia, aliados aos índices da redução de consumo alimentar — observa a pesquisadora Magna Soelma Beserra.

O cruzamento de informações de 244 postos pluviométricos e estações meteorológicas com dados de temperatura e umidade relativa do ar gerou as variáveis iniciais para os modelos. O mapeamento demonstrou que as principais bacias leiteiras regionais, localizadas em Garanhuns, Vale do Ipojuca e Vale do Ipanema apresentam maior intensificação do estress hídrico. Com temperaturas normalmente altas, o sertão e o litoral também estão em situação de alerta.

— Esse cenário pode proporcionar reduções no consumo alimentar dos animais e na produção de leite, principalmente em vacas mais especializadas, que rendem média de 30 quilos de leite ao dia — diz.

Além de serem divulgados pelas revistas especializadas, esses parâmetros também serão repassados em palestras e dias de campo. De posse dessas informações, os produtores poderão visualizar as áreas e épocas mais aptas para criação, bem como o deslocamento espacial do problema. São recomendadas a utilização de sombrites e intensificação do fornecimento de água e alimentação do gado.

A pesquisadora afirma ainda que, com base na estimativa entre dados estatísticos do IBGE e a quantidade de animais disponíveis no Estado, a utilização correta do mapa pode auxiliar a diminuição dos custos e potencialização da produtividade.

"Esse cenário pode
proporcionar redu-
ções no consumo
alimentar dos animais
e na produção de leite"


 Magna Soelma Beserra,
 da Embrapa Semiárido