Diversificar a produção é o propósito do zoneamento agroecológico do Mato Grosso do Sul, conduzido pela Embrapa Solos. A identificação de áreas próprias para plantio de uva, mamão, manga, goiaba, maracujá, citros, banana, abacaxi, soja, milho, milho safrinha e arroz, expandirá as possibilidades dos produtores locais, normalmente concentrados na pecuária. Fruto de sistemas de informação geográfica alimentados com dados regionais pré-existentes, levantamento e coleta de amostras no campo, os mapas de solo indicam não só os ambientes potenciais para culturas, como também alertam sobre riscos de degradação.
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Integrante da equipe do projeto, Nilson Rendeiro, diz que metade do território sul mato-grossense estará mapeada até o final do primeiro semestre de 2010. Ele aponta a viabilização do planejamento agrícola e a realocação do Estado no cenário mercadológico nacional entre os grandes benefícios da utilização da ferramenta para os agricultores.
— Nós já temos os municípios da primeira fase mapeados e com os resultados do zoneamento. As culturas iniciais foram definidas pela demanda local, mas, como se trata de um banco de dados, se houver a necessidade de incluir outra espécie é só acrescentar no sistema as necessidades edafoclimáticas correspondentes — revela.
Mais do que benefícios econômicos, o grande valor da tecnologia é poder subsidiar até mesmo os financiamentos dessas novas lavouras, uma vez que também estará a serviço do sistema bancário como indicativo de sucesso ou fracasso dos empreendimentos rurais. Considerando a legislação ambiental, todo o trabalho foi desenvolvido no sentido de preservar as matas remanescentes e de galeria, além de oferecer índices de hora de recuperação.