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O Ranking de Produtividade da Cultura da Soja é um concurso que visa estimular o produtor rural a buscar mais eficiência na produção do grão. Esse ano, o vencedor foi Raphael Cassol, um produtor de 28 anos da cidade Laguna Carapã (509m de altitude), localizada a 270 km de Campo Grande (MS). Dos 27 concorrentes, Cassol conquistou o primeiro lugar atentando cuidadosamente a cada uma das etapas da lavoura. Em especial, a opção pela cultivar BRS 284 foi determinante para o resultado de 74,10 sacas/ha.
O evento, realizado pela Prefeitura Municipal de Laguna Carapã através da Secretaria Municipal de Agricultura, 130 hectares de um total de 750 produzidos pelo agricultor.
— Na área inteira, consegui uma produtividade média de 63 sacas. Esse pedaço específico medido pelo ranking atingiu 74 sacas/ha — afirma Cassol.
As características da região também foram determinantes para o resultado. Segundo o produtor, o solo de Carapã pode ser caracterizado como tipo 2, arenoso e plano. Já o ano não foi chuvoso, o que é bom, já que o clima da região é úmido.

Para Euclides Maranho, analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agropecuária Oeste, o manejo adequado também foi importante para atingir esse resultado.
— Para chegar a esse resultado, o produtor utilizou sementes de boa origem, uma adubação adequada ao sistema de produção que vem adotando, análise de solo, o respeito à densidade de semeadura (em torno de 10 plantas por metro linear e espaçamento de 45 cm entre linhas), além do tratamento de sementes e da época de plantio correta — explica.
Além disso, cuidados como a época certa de plantio e colheita também foram respeitados.
— Comecei a plantar no dia 4 de outubro e a colher no começo de fevereiro — diz o produtor.
Outra combinação importante foi a utilização da técnica de plantio direto. Este ano, especificamente, Cassol plantou milho e braquiária. Além disso, foi feita ainda uma amostragem do solo para calcular a adubação ideal.
No entanto, o produtor atribui boa parte do seu sucesso à variedade utilizada: a BRS284, da Embrapa.
— Em nossas áreas, é a que mais sobressaiu. Chama a atenção sua qualidade e o ciclo precoce — afirma.
Segundo Maranho, a BRS 284 é uma cultivar bastante adaptável, fator relevante para a Embrapa na hora de lançar uma nova cultivar.
— O que levamos em consideração é o potencial produtivo que a cultivar BRS284 (3 a 4 anos de vida) tem quando são dadas a ela todas as condições ideais para a cultura da soja. Ele tem ciclo precoce e hábito de crescimento indeterminado — explica ele.

Já em relação ao custo de produção, o produtor afirma ter sido em torno de R$1000/ha. Para Euclides Maranho, é um custo baixo. A semente representa algo em torno de 4% ou 5% da lavoura de soja, o que mostra o quanto vale a pena investir em cultivares de boa procedência.
— O que fica evidente é que quando o produtor adota as melhores tecnologias e se rodeia de bons parceiros, ele pode ter bons resultados mesmo com a diversidade climática — explica o analista.
Para Raphael Cassol, o concurso traz novas oportunidades e muda a visão e as novas perspectivas da lavoura.
— Já vendemos quase toda a produção. Nosso objetivo agora é fazer produzir, fazendo a correção de solo e o combate às pragas — diz.
Para mais informações, basta entrar em contato com a Embrapa Agropecuária Oeste através do número (67) 3416-9700.
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