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Pragas  
Pesquisa observa comportamento do percevejo-castanho-da-raiz
Fundação MT e Esalq pesquisam hábitos de duas espécies da praga na busca por métodos de controle mais eficazes
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Nivea Schunk
01/12/2009

Uma pesquisa desenvolvida em parceria entre a Fundação de Apoio à pesquisa agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq/USP) está avaliando o comportamento do percevejo-castanho-da-raiz. Além de aferir características das espécies ocorrentes no território matogrossense (Scaptocoris carvalhoi e Scaptocoris castanea), a pesquisa tem o intuito de conhecer melhor os hábitos e a ação desses insetos para subsidiar o combate mais eficaz.

Os insetos polífagos atingem diversas culturas como a soja e o milho. Porém, o algodão, normalmente plantado em meados de dezembro, apresenta o maior nível de vulnerabilidade. A época coincide com a presença da praga na superfície, atacando o algodoeiro ainda em formação.

Ao alimentar-se da seiva das raízes, o percevejo pode provocar manchas, subdesenvolvimento e até mesmo a morte da planta. Segundo Lucia Vivan, pesquisadora da Fundação MT, em algumas localidades do estado, os prejuízos nas lavouras chegam a 40%.

 

O percevejo pode
provocar manchas, subdesenvolvimento
e morte da planta 

 

 

Os experimentos conduzidos nos municípios de Rondonópolis, Campo Verde, Primavera do Leste e Campos Novos dos Parecis se basearam na coleta em áreas infestadas, seguidas de observação das cinco etapas que compreendem o crescimento das ninfas até a fase adulta. O ensaio também contemplou dissecação de fêmeas e contagens quinzenais de ovos ao longo do ano.

— Nós medimos os indivíduos na fase jovem e observamos a época de maior postura de ovos. Quanto às diferenças morfológicas no padrão das asas, concluímos que está restrita à família carvalhoi. E esse dimorfismo alar é responsável pela adoção de comportamento distinto de revoada por parte das duas espécies nas plantações — explica a pesquisadora.

Ainda em fase de tabulação desses dados acerca das ninfas e das especificidades de oviposição, os resultados darão origem a novas descrições científicas. De acordo com Lucia, a próxima etapa da pequisa consistirá em relacionar as deformidades das asas à capacidade reprodutiva do percevejo.

Clique aqui, ouça a íntegra da entrevista concedida com exclusividade ao Jornal Dia de Campo e saiba mais detalhes da tecnologia.
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