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     31/03/2026            
 
 
    

Dentre os diversos segmentos agrícolas da Bahia, destaca-se o da fruticultura como aquele considerado de importância econômica tanto pela produção de frutas para exportação como a de produção familiar que, juntas, abarcam um grande contigente de trabalhadores no Estado.

A Bahia destaca-se na produção de frutas tropicais com área plantada de aproximadamente 270 mil hectares. Produz cerca de quatro milhões de toneladas por ano, correspondendo a 12% da produção do país e 47% da região Nordeste, gerando um negócio de 1,4 bilhões de reais. Dentre as frutas produzidas no Estado, destacam-se, entre outras, a produção de mamão, citros e banana.

Importantes doenças acometem o sistema produtivo destas fruteiras no estado. Algumas delas constituem fator de risco ou limitam a exportação de nossas frutas para alguns mercados internacionais. Outras são consideradas quarentenárias e são motivo de constante fiscalização pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) bem como de outras importantes instituições de pesquisa e extensão presentes na Bahia, como a Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical e a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agropecuário (EBDA).

"A Bahia destaca-se na produção de frutas tropicais com área plantada de cerca de 270 mil hectares."

 Cristiane Jesus Barbosa

No grupo de doenças presentes na Bahia que limitam ou podem limitar a exportação de frutas para outros países ou regiões, destacam-se a meleira do mamoeiro e sua associação com a mosca-das-frutas, o amarelo letal do mamoeiro, a leprose e a clorose variegada dos citros, além da pinta verde do maracujá.

A meleira do mamoeiro é causada pelo Papaya meleira virus (PMeV) e é uma doença descrita somente no Brasil. Além dos prejuízos decorrentes da infecção pelo PMeV, os frutos de plantas afetadas tornam-se mais suscetíveis à infestação pela mosca-das-frutas. Este associação potencializa o problema da doença já que a mosca-das-frutas é uma praga quarentenária em vários mercados internacionais.

O amarelo letal do mamoeiro é uma doença que está descrita somente no Brasil e restrita a algumas regiões produtoras do Nordeste. Seu agente causal é Papaya lethal yellowing virus (PLYV), que se transmite por meio mecânico e pelo solo.

Depois de alguns anos de esforços conjuntos do governo do estado e federal, por meio da Adab, da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, da iniciativa privada e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), no final de 2005 o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos certificou e liberou a comercialização do mamão produzido no Extremo Sul da Bahia, por meio do System Approach, que tem cumprido um papel fundamental na redução da fonte de inóculo das viroses do mamoeiro, permitindo a segurança fitossanitária e quarentenária. Entretanto, a presença da meleira e outras viroses do mamoeiro constitui-se em uma ameaça constante. Na realidade são entraves quarentenários à comercialização de mamão in natura, exigindo a adoção de práticas de pré e pós-colheita que dão sustentabilidade a toda essa cadeia agropecuária.

"Importantes doenças acometem o sistema produtivo destas fruteiras no estado."

 Maria Zélia Alencar de Oliveira

A leprose é causada pelo Citrus leprosis virus (CiLV) e ocorre no Brasil e outros países da América do Sul e Central. O CiLV é transmitido por ácaros do gênero Brevipalpus e seu controle é responsável por cerca de 80% do custo de produção dos citros em São Paulo. A clorose variegada dos citros está descrita no Brasil e outros países da América do Sul. Seu agente causal é a bactéria Xylella fastidiosa, que é eficientemente transmitida por mais de onze espécies de cigarrinhas. A pinta verde do maracujá é uma doença de ocorrência restrita ao Brasil e causada por um vírus designado de Passion fruit green spot virus (PGVD). Como a leprose, também é transmitido por ácaros ao gênero Brevipalpus, sendo bastante destrutiva à cultura do maracujá, podendo limitar o cultivo se não se fizer o controle do vetor.

Por outro lado, existe outro grupo de doenças que não estão presentes na Bahia e que são consideradas quarentenárias, como o Huanglongbing (HLB), cancro cítrico, mancha preta e morte súbita para a cultura dos citros, além da Sigatoka negra e moko para a bananeira.

Recentemente a Bahia foi reconhecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) como área livre de HLB, cancro cítrico, morte súbita e pinta preta, fazendo do estado o primeiro no país a possuir este status fitossanitário, r

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