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Nutrição Animal  
Período de Transição
Para manter os ganhos de peso nivelados com os ganhos no período chuvoso, o chamado “período de transição águas-secas” necessita de um cuidado especial
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Premix
25/02/2010

Em países tropicais as gramíneas que fazem parte do banco de forrageiras para a pecuária sob pastejo possuem características intrínsecas. No período chuvoso apresentam-se com boa oferta de massa e boa qualidade. As folhas contêm proteínas e carboidratos fibrosos suficientes para um ganho de peso médio na ordem de 500 a 600 gramas diários em bovinos.

No entanto, quando chega o período de março a maio na maioria das regiões as chuvas começam a ficar escassas, fazendo com que a planta entre em senescência. Ou seja, começa a desviar reservas nutricionais das folhas para as sementes para garantir a sobrevivência da mesma.

Tendo em vista o acontecimento desse fenômeno às folhas passam a diminuir o teor protéico saindo de 7% para 4 a 5%, aumentando os componentes da parede celular que não são digeridos pelas bactérias ruminais como a lignina e a celulose complexada à lignina. É verificada também uma queda nos níveis de minerais essenciais aos ruminantes como o fósforo, sódio, potássio, cobalto dentre outros.

Como os bovinos em pastejo se alimentam exclusivamente das folhas, e não dos talos das gramíneas, o resultado é uma diminuição no ritmo de ganho de peso nesse período. Os animais que vinham obtendo ganhos ao redor dos 600 gramas na estação chuvosa passam a obter 200 a 300 gramas por dia. Em muitos casos também chegam a perder peso nos meses subseqüentes, caso o fornecimento de um suplemento rico em proteínas e minerais não seja adequado.

Para manter os ganhos nivelados com os ganhos no período chuvoso, o chamado “período de transição águas-secas” necessita de um cuidado especial pelos nutricionistas de ruminantes sob pastejo.

Esse período de transição servirá para aquele produtor que necessita vender seus animais antes que se inicie o período seco


É necessário fornecer um Suplemento Protéico-Mineral Extra, onde seja suprida a falta dessa proteína oriunda da forragem. Os suplementos extras para a fase de transição necessitam ter em sua formulação uma fonte de proteína verdadeira que complemente a do capim, uma fonte de proteína não verdadeira (uréia) para nutrir a flora microbiana responsável por digerir a fibra do capim em transição e uma fonte de energia prontamente fermentável como o amido, pois o capim ainda encontra-se meio verde e meio seco, além de minerais como fósforo, cálcio, enxofre, sódio, cobalto, iodo, zinco e cobre.

O suplemento ideal (com benefício x custo positivo) deverá ser balanceado para um consumo por volta das 400 gramas/dia, contendo ao redor de 30 a 35% de Proteína Bruta e, se possível, aditivado com probióticos que maximizem a degradação da forragem em transição. Dessa forma o resultado é a manutenção dos ganhos médios no período chuvoso, fazendo com que o animal reduza seu tempo de permanência dentro da propriedade e aumente o retorno em produtividade (@/ha).

Esse período de transição, além de estratégico, servirá para aquele produtor que necessita vender seus animais antes que se inicie o período seco de fato. Esse cuidado faz com que o pecuarista diminua a lotação média da fazenda (se achar conveniente) e confine animais com menos diárias alimentares já que o período de permanência do gado no piquete será menor.

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