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Sempre que as causas das mudanças climáticas são discutidas, os combustíveis fósseis são colocados no topo da lista como causadores do aquecimento global. Por outro lado, acredita-se que o ciclo de vida da cadeia de produtiva de animais tem sido amplamente subestimado como fonte geradora de gases de efeito estufa (GEE).

Existem as fontes diretas e indiretas de emissões de GEE pelos animais agropecuários, sendo que algumas delas são subestimadas, outras são ignoradas e algumas outras são contabilizadas, tais como, a produção de metano (CH4), monóxido de carbono (CO), dióxido de carbono (CO2) e óxido nitroso (N2O).

Clima afeta a produção animal de quatro formas: (a) o impacto das mudanças na alimentação dos animais, a disponibilidade de grãos e os preços; (b) os impactos sobre as pastagens de gado e produção de forragem e qualidade; (c) mudanças na distribuição das doenças animais e pragas e (d) os efeitos diretos do tempo e eventos extremos sobre a saúde animal, crescimento e reprodução.
Os efeitos indiretos do clima impulsionam mudanças no resultado do desempenho animal, principalmente de alterações no ambiente nutricional. Pesquisas afirmam que as mudanças no clima afetam a qualidade e a quantidade da forragem produzida. Os impactos da mudança climática sobre pastos e pastagens podem incluir a deterioração da qualidade da pastagem de qualidade inferior para gramíneas subtropicais em regiões temperadas, como resultado de temperaturas mais elevadas e menos geadas.

Alterações de temperatura e regimes de precipitação podem resultar em uma disseminação de doenças e parasitas em novas regiões ou produzir um aumento na incidência da doença, que, por sua vez, reduzem a produtividade animal e, possivelmente, aumentar a mortalidade de animais.

Os efeitos diretos envolvem trocas de calor entre o animal e o meio ambiente que estão relacionadas com a radiação, temperatura, umidade e velocidade do vento. Sob condições climáticas atuais, a falta de capacidade dos animais de dissipar o calor do ambiente determina que, em locais do mundo, os animais sofrem estresse térmico durante, pelo menos, uma boa parte do ano, principalmente no verão. Estresse de calor tem uma variedade de efeitos prejudiciais para a pecuária, com efeitos significativos na produção de leite e reprodução em vacas leiteiras. Eventos extremos, como ondas de calor, podem afetar especialmente carne bovina e frangos de corte. 

Artigo originalmente publicado em 25/03/2010
 

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