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Sanidade Animal  
Produção de volumoso
Produtor deve buscar não só altos índices de produtividade, como também a qualidade do produto a ser fornecido aos animais. Dessa forma, será de grande relevância buscar reduzir o custo de produção sem perder eficiência.
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Tortuga
19/07/2010

A necessidade por alimentos sempre foi o fator determinante na utilização da terra transformando as reservas nativas em áreas de produção agropecuária. Desta forma, somente através de uma agropecuária altamente tecnificada e produtiva, utilizando ao máximo a área de terra atualmente explorada, poderemos alimentar a população humana e, simultaneamente, preservar as áreas nativas remanescentes.

O cenário que vem se consolidando dia a dia no Brasil indica claramente o estabelecimento de mercados livres e, como tal, competitivos. O que, por conseguinte, exige setores eficientes nas mais diversas atividades.

Nesse panorama, a pecuária de corte brasileira, através do sistema de confinamento, procura estabelecer seu caminho e, para isto, são necessários metas e objetivos claros e bem definidos. Além disso, fundamentado com vistas ao atendimento de demandas do mercado, no seu entendimento mais amplo, e principalmente, à lucratividade do empreendimento.

Dessa forma, e em se tratando de animais confinados, a pergunta principal refere-se ao custo da arroba produzida e o valor final de mercado em que o pecuarista deverá receber.  Portanto, precisamos ser cada vez mais produtivos para diluir custo. À medida que se demanda maior competitividade, há necessidade de se promover aumentos de eficiência, da eficácia e da qualidade daquilo que é produzido, mas também fica claro a importância de se reduzir custos de produção.

Alguns critérios são desejados para se atingir a qualidade total no sistema de produção animal e, desta forma, para que se obtenha sucesso na produção de volumoso é necessário o emprego de tecnologia adequada e correta estratégia de utilização. Portanto, a segurança em qualquer modalidade de exploração animal (carne e/ou leite), somente é obtida quando há planejamento para que se tenha quantidade  e qualidade de forragens em períodos críticos do ano. Sendo assim, a produção de volumoso, de maneira estratégica e com tecnologia adequada, pode proporcionar segurança e eficiência em qualquer sistema de exploração animal em regime de pasto e/ou confinado.

As forrageiras são fontes de diversos nutrientes em uma dieta, mas fundamentalmente são fontes de fibra. Portanto, como as forrageiras são ricas em fibra, acabam sendo mais pobres em nutrientes do que os alimentos concentrados. Todo alimento rico em fibra tende a ser digerido mais lentamente e ter menor digestibilidade final. Entretanto, sua participação em uma dieta independente de proporcionalidade (dietas com baixa ou alta inclusão de concentrado) e, de acordo com sua qualidade, poderá determinar o grau de inclusão de concentrados na dieta para atender a exigência animal, implicando no custo final do confinamento.

O conceito de qualidade é bastante amplo e controvertido, mas é sempre dependente de uma filosofia de trabalho e de objetivos a serem atingidos, estabelecidos de tal modo  que contemplam as expectativas para as quais foram delineados, isto é, de uma maneira bem simples, que satisfaçam as necessidades dos operários da fábrica denominada de rúmen.  Desta forma, espera-se que os produtos sintetizados neste ambiente ruminal possam ser utilizados pelo bovino na produção eficiente de carne.

Será tão difícil afirmar: Um volumoso de alta qualidade é volumoso de alta digestibilidade. Para isso, temos que levar em consideração algumas características:

a) A escolha de uma opção de forrageira adequada para a região (relação de índices pluviométricos) e para os propósitos do sistema de produção, seja na forma de conservação de volumosos (silagem) ou mesmo uso in natura como: milho, sorgo, milheto, capineiras em geral, cana-de-açúcar e outros volumoso regionais,  inclusive silagem de capim; b) a condução agronômica adequada para a cultura escolhida e variedades estabelecidas; c) conhecimento da fisiologia da planta escolhida para que se possa definir o momento adequado de colheita; d) forma adequada de armazenagem; processamento do material (tamanho de partícula); e) conhecimento da técnica da ensilagem são fatores determinantes para se produzir forragem de alta qualidade.
Outro fator determinante para a escolha de uma forrageira para a ensilagem, além de sua produção de matéria seca (MS) por hectare, será o de calcular o quanto este alimento produz de nutrientes digestíveis totais (NDT) por hectare, e quanto custa este NDT produzido por esta forrageira.

Este cálculo poderá ser feito da seguinte forma:

NDT (kg/ha) = a produção de matéria seca (MS) da forragem por hectare X a porcentagem de NDT desta forragem/ 100
Custo de 1 kg de NDT = ao custo de produção da forrageira por hectare/produção de NDT por hectare.

a) Milho:
Considerado como a planta forrageira ideal, ou quase perfeita para ensilagem. Apresenta alto potencial de produção de massa (12 a 20 toneladas de MS/ha, ou mais) e teores de MS (entre 30 a 35%) e no mínimo de 3% de carboidratos solúveis na matéria original, além de baixo poder tampão e por proporcionar uma boa fermentação microbiana.

Em sistemas intensivos de produção animal, a silagem de milho poderá se constituir em uma fonte importante de volumoso, uma vez que sejam atingidas metas de satisfação para critérios qualitativos associados à produção de biomassa vegetal.

Dentre os critérios que devem ser levados em consideração será a devida proporção e qualidade dos componentes estruturais na planta inteira: espiga (grãos + sabugo + palha), lâmina foliar, colmo, aliado ao teor de MS da planta inteira. As variações no valor alimentar de cultivares de milho estão relacionadas com a digestibilidade do colmo da planta, com a variação no conteúdo de grão, com a variação na ingestão e com as interações digestivas entre a forragem e o concentrado fornecido na dieta.

A digestibilidade da parede celular depende, em parte, das suas características intrínsecas, principalmente do teor de lignina, as quais definem a sua susceptibilidade à degradação microbiana. Levando-se em consideração esta afirmação, poderemos ter uma redução de 1,0 a 1,5 kg de concentrado na dieta/animal/dia, e ainda podendo apresentar uma variação de ganho de peso de 4 a 6% a mais. Desta forma, a energia produzida na propriedade, em grande quantidade, certamente terá um custo muito menor do que se o produtor tiver que adquirir alimentos concentrados para a complementação da ração dos animais.

O estádio de desenvolvimento em que a planta de milho é colhida, além

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