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Bovinos Leiteiros        
Dejetos bovinos aumentam produtividade em 25%
Uso do esterco de vaca em culturas como milho e soja aumenta produção, melhora qualidade do solo e pode até combater pragas
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Juliana Royo
01/06/2010

Muitos produtores não sabem, mas uma vaca que dá 25 litros de leite produz cerca de 60 quilos de dejetos por dia. Se todas as vacas da fazenda forem somadas, a quantidade de esterco produzido diariamente é muito grande. Todo esse dejeto é, aparentemente, só sujeira, mas já existem tecnologias simples que transformam todo esse esterco em poderosos adubos. Os dejetos das vacas são ricos em nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio, contribuindo para melhorar a fisiologia do solo e aumentar a produtividade das culturas. Produtores de milho e soja no Brasil que já usam os dejetos bovinos como adubos orgânicos tiveram aumento de 25% na produtividade e, em alguns casos, conseguiram controlar algumas pragas graças ao uso dos dejetos. 

A primeira coisa que o produtor precisa fazer se quiser usar os dejetos do seu rebanho para melhorar a produção das culturas é analisar o solo e os componentes do dejeto. Só dessa forma será possível saber as necessidades do solo e determinar a quantidade de esterco que será usado para cada cultura. O dejeto pode ser aplicado de duas formas: separando a parte líquida da sólida ou de forma homogênea, usando os dois ao mesmo tempo. O que vai determinar a forma de utilização é o tipo de cultura que será cultivada. Segundo o pesquisador, a maioria das fazendas que já utilizam essa tecnologia só usa 30% do potencial de nutrientes que os dejetos disponibilizam, então ainda é preciso fazer muitas pesquisas para desenvolver tecnologias que explorem melhor o potencial dos materiais. O benefício ambiental se dá a longo prazo, com a melhora significativa dos componentes do solo.

— O benefício que a gente consegue identificar no primeiro momento é a redução do consumo de fertilizante químico. Para se ter uma ideia, em uma fazenda com 50 animais nós vamos ter, por ano, cerca de 40 toneladas só de nitrogênio disponível. É só fazer a conversão em relação à ureia. Trabalhando com a parte sólida desse dejeto bem aplicada, a gente consegue melhorar a estrutura física e a composição do nosso solo, aumentando o perfil A (perfil de superfície) para facilitar a penetração da raiz e aumentar a produtividade por área — explica Alexandre Toloi, gerente de projetos da empresa , que investe neste tipo de tecnologia no Brasil há dois anos.

"Produtores de soja
 e milho que já usam
 dejetos como adubo
 tiveram ganhos de
 25% na produtividade"


 Alexandre Toloi,
 GEA Farm Technologies

Outra forma de usar os dejetos bovinos e melhorar a renda é transformá-lo em biogás. Nesse processo, é utilizada apenas a parte líquida que sofre uma fermentação anaeróbica e gera bactérias. Estas bactérias vão produzir energia para gerar o biogás. Além de ser mais uma fonte de renda para os produtores, esse biogás pode ser usado para a energia das instalações da fazenda ou no sistema de irrigação e bombas, por exemplo. Para isso, o produtor usa um motor que faz a queima dessa energia, exatamente como um motor de carro a gás. A potência que esse motor precisa ter para gerar o biogás vai depender do volume de esterco disponível na fazenda e da quantidade de energia que o produtor quer suprir. Os .

— Uma coisa importante é que, independente de ser uma fazenda pequena, média ou grande, o essencial é discutir a relação de quantidade de dejetos sendo produzida, o que será tirado de benefício fazendo essa geração de bioenergia para a gente conseguir saber em quanto tempo há retorno de investimento e o que eu tenho de benefícios com tudo isso. O dejeto pode ser utilizado para geração de energia para a propriedade e geração de energia para os sistemas de irrigação. Temos exemplos de fazendas grandes nos Estados Unidos em que os produtores vendem essa energia gerada do biogás para sistema de transmissão de energia do Estado — comenta Toloi.

Os dejetos suínos também podem ser usados como fertilizante, mas têm composição um pouco diferente. Além da alimentação, o sistema digestivo dos suínos é diferente porque eles não possuem rúmen para fazer dupla digestão. Com estes dois fatores, o nível de nitrogênio, fósforo e potássio nos dejetos suínos é maior e a quantidade de fibras é menor. Nos dois casos, o uso de fertilizantes químicos é bastante reduzido, a qualidade do solo melhora, a produtividade das culturas adubadas aumenta e o produtor se livra de um enorme problema que é a enorme quantidade de dejetos animais produzida diariamente.

"Pequenos produtores
 podem usar motores
 de carro e os grandes
 utilizam motores de
 até mil cavalos"

 

 
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