
O feijão-caupi (/Vigna unguiculata/ L. Walp) é conhecido por vários nomes populares regionais, inclusive como planta daninha na cultura da soja, em que a presença de sementes de caupi elimina lotes de sementes de soja. No entanto, com os resultados de pesquisa, o feijão passou por uma grande evolução no que diz respeito ao ciclo de vida, arquitetura de plantas e produtividade. Além disso, ele tem grande importância na alimentação básica da população brasileira, principalmente das regiões norte e nordeste, e pode ser consumido de várias formas: folhas novas, vagens e sementes verdes e secas que são utilizadas no preparo de diversos alimentos, e as folhas secas servem de suplemento nutritivo para animais.
É uma espécie que fixa nitrogênio da atmosfera, possui crescimento rápido, possibilitando boa cobertura do solo, além de seus resíduos em decomposição contribuirem para melhorias na fertilidade do solo. É responsável pela geração de 1,4 milhão de empregos por ano no Brasil, com produção estimada em R$ 448 milhões.
A planta é originária da África, sendo cultivada na Ásia, África, América e Europa. Tradicionalmente cultivado por pequenos agricultores, em sistema de sequeiro, com baixo nível tecnológico e cultivares tradicionais, sua produção média fica em torno de 300 kg por hectare. Porém, na região centro-oeste, especialmente no estado de Mato Grosso, é cultivado em grandes áreas, no outono-inverno, em substituição ao milho safrinha, onde as produtividades podem ultrapassar 1.000 kg por hectare. Esse aumento de produtividade é devido, principalmente, ao uso de
cultivares melhoradas e utilização de tecnologias que propiciam a expressão do potencial produtivo da cultura.
Em Mato Grosso do Sul, o feijão-caupi é cultivado predominantemente por pequenos agricultores que utilizam cultivares tradicionais para consumo próprio e também para a comercialização de vagens e grãos em feiras municipais. O cultivo em grande escala ainda é experimental e restrito a poucos agricultores da região nordeste do Estado, tendo em vista a falta de informações sobre o melhor manejo da cultura, tais como: épocas de semeadura, população de plantas, controle de plantas daninhas, de insetos e doenças. Esses e outros detalhes que proporcionam a evolução da cultura estão sendo discutidos e pesquisados por profissionais da Embrapa, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS),
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), visando à obtenção de plantas mais adaptadas, de alimentos mais saudáveis e nutritivos.
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