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     05/07/2026            
 
 
    

Quando ouve-se a palavra “inseto”, diferentes sentimentos nos rodeiam.  Alguns lembram-se das gigantes borboletas azuis, há aqueles que “sentem” a coceira da última picada de um borrachudo e outros relembram o nojo que  sentiram ao ver uma barata. Essas lembranças e os sentimentos que os  acompanham influenciam na vontade em cuidar, conservar um local ou, ao  contrário, levam as pessoas a exigirem o desmatamento dos córregos e rios  que atravessam as cidades, argumentando que são criadouros desses animais. A grande quantidade de insetos geralmente faz com que as pessoas pensem  que matar aqueles que estão em uma área não tem maiores repercussões, pois  outros virão em seu lugar. É verdade que outros virão para ocupar o espaço daqueles que se foram, porém os novos indivíduos podem ser de outras  espécies e, para piorar, podem ser de outra categoria alimentar.

 E por que isso seria ruim?

Bom, para começar, pode-se ter acabado com uma espécie endêmica, ou seja, que era encontrada somente naquele lugar, diminuindo a diversidade local.  Segundo, grande parte dos insetos aquáticos possui uma fase da vida dentro  da água e outra fora da água; em cada fase, eles têm uma função na  comunidade, alimentando-se de diversas fontes diferentes, o que os  enquadra nas categorias alimentares. Entre essas categorias, encontram-se   filtradores, coletores, predadores, picadores e outros. A falta de uma  categoria desequilibra todo o sistema, pois poderá ocasionar acúmulo de  matéria orgânica vegetal ou animal, como também afetar a taxa de transferência de energia, já que servem de alimento a outros grupos, citando-se os peixes.

Fora da água, esses insetos podem ser polinizadores de plantas, e sua  ausência diminuirá a frequência de polinização, afetando a produção de frutos e, consequentemente, a propagação de novas plantas tão importantes em locais onde a vegetação está degradada. Entre os insetos, assim como todos os animais, há alguns que são mais resistentes às alterações que ocasionamos nos ambientes, estes acabam se reproduzindo muito mais e aumentam seu número diversas vezes. Quando uma ou poucas espécies são encontradas em número muito elevado, dominando a 
comunidade, é sinal de desequilíbrio ecológico e, por isso, ocorrem as chamadas pragas urbanas.

Outro aspecto importante é que o conhecimento das espécies que vivem em  determinado local permite elaborar conclusões mais robustas sobre  problemas como impactos de práticas agrícolas, industriais, efluentes e  diversos outros sobre o ecossistema rural ou urbano. Permite inclusive ser uma diretriz na determinação das áreas para estabelecimento de unidades de  conservação, devido à presença de espécies endêmicas ou raras.

Assim, cada vez que a visão de um inseto automaticamente lhe remeter à ideia de pegar uma raquete elétrica, pense se ele realmente proporciona risco à sua saúde ou de sua família. Animais como os /Aedes aegypti/ podem  transmitir doenças fatais e seu controle é necessário, porém, entre a rica  diversidade brasileira, há um grande número de espécies que nem chegam perto do ser humano, não lhes transmitem doenças e embelezam nosso redor, então, mantê-las vivas apenas nos trazem benefícios, direto e indiretos.

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Maurício Carvalho de Oliveira (Mapa - Brasília)
08/09/2010 - 09:39
Parabenizo a Dr¬Kathia pelo artigo sobre insetos aqußticos, o qual permite que ampliemos nossa compreensÒo sobre um tema tÒo intrincado e relevante para toda sociedade. Conhecer as funþ§es desses componentes dos ecossistemas nos permitirß desenvolver ferramentas de manejo de forma a garantir a multiplicaþÒo controlada dos insetos benÚficos - a exemplo dos polinizadores, e combater com seguranþa e a nÝveis desejßveis, insetos nocivos Ó sa·de, Ó produþÒo e a economia como um todo.

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