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     16/08/2017            
 
 
    

  

Que a integração lavoura-pecuária, em especial com a pecuária leiteira, para os agricultores familiares do Sul do Brasil, é uma excelente oportunidade para a evolução técnica do sistema de produção de grãos, da produção pecuária e para o aumento da renda da propriedade, ..... Ah! Isto é inegável!

Inegáveis são também os riscos e as conseqüências de um sistema integrado mal conduzido com estas atividades que, aliás, já começam a aparecer em muitas propriedades que aderiram a este sistema!

Com, apenas estas duas reflexões, e com o firme propósito de não deixar o solo suscetível à degradação, novamente, perguntamo-nos: Sem a observância do manejo adequado, tanto de solo, de plantas quanto de animais, poderemos re-editar um novo capítulo, fazer uma re-estréia da degradação dos anos 70? Poderíamos dizer ainda: “Erosão: o retorno”! Observando o que está acontecendo no campo, nos parece que SIM! Um grande, ululante e perigoso SIM!

Do final dos anos 60 e durante toda a década dos 70 e parte dos 80, vivemos um período marcado pela ocorrência de elevadas taxas de perdas de solo e água nas lavouras do Sul do país. Milhões de cruzeiros (da época) foram gastos com replantios (incluindo calcário, sementes, combustíveis e outros insumos), recuperação química, física e biológica do solo. As causas da erosão naquela época eram a mobilização excessiva (preparo) e a inexistência de cobertura do solo. Tal situação somente foi revertida com a diminuição gradativa da mobilização do solo (redução do preparo com a adoção do preparo reduzido) até chegar à mobilização somente na linha de semeadura e, por outro lado, o aumento gradativo da cobertura do solo até a cobertura total com a manutenção dos resíduos vegetais (palha) sobre o solo, caracterizando o plantio direto.

Com estas estratégias o Plantio Direto foi implantado e consolidado no Brasil, tornando-se referência internacional. Mediante a necessidade de aumentar a competitividade da atividade agrícola (produção de grãos) e buscar novas opoções econômicas, uma nova atividade foi agregada ao sistema grãos: a produção de pasto para produção de leite . Assim surgiu a integração lavoura-pecuária. Bom prá um, bom prá outro!

Em Santa Catarina, atualmente, a grande maioria das propriedades familiares tem atividade pecuária com ênfase na produção leiteira. Boa parte das propriedades que aderiram à produção leiteira representa um grupo de propriedades ou agricultores excluídos da suinocultura. A atividade leiteira não só evitou uma nova leva de excluídos do campo, como também viabilizou muitas propriedades familiares com a entrada mensal de recursos para o custeio e manutenção das necessidades básicas da família. No entanto, graças à “ganância”, que na maioria das vezes engana o homem, aliada à carência de informações e ao manejo inadequado dos animais (lotação, período de pastejo, etc.), a atividade leiteira está trazendo sérios problemas ao solo: o retorno da degradação do solo (erosão e compactação).

As patas dos animais em solo com umidade inadequada (umidade elevada) e a falta de cobertura do solo (animais rapam o pasto até o aparecimento das raízes) estão trazendo, novamente, o fantasma da degradação, da compactação do solo, diminuição da infiltração e armazenamento de água, enfim, A EROSÃO DO SOLO.

A integração lavoura-pecuária deve ser incentivada para viabilizar tanto a produção agrícola quanto a pecuária, seja nas pequenas quanto nas médias e grandes propriedades. No entanto é necessário o uso do manejo adequado para ambas as atividades (grãos e leite) de modo a promover um equilíbrio que beneficie tanto uma quanto outra e não provoque benefícios para uma em detrimento de outra.

Espécies de inverno (pastos e adubos verdes) são necessárias para a alimentação animal e cobertura do solo. Alimento? ... SIM! Palha? ... TAMBÉM! Pasto para alimentar o gado! Palha para amortecer o seu pisoteio e alimentar o solo!

 



 
 
 
 
 

 

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Pedro Luiz de Freitas - Embrapa Solos Rio de Janeiro
11/11/2010 - 10:28
ParabÚns Leandro pelas suas colocaþ§es. Concordo plenamente que depois de todos os esforþos que fizemos nas ·ltimas 3 dÚcadas, a degradaþÒo do solo, especialmente a erosÒo, ainda continue presente na paisagem rural brasileira. Sua principal causa, o preparo intensivo de nossos solos tropicais e subtropicais, algumas vezes necessßrias mas, quase sempre, totalmente dispensßvel, continua a ser utilizado no sul e no sudeste. Mas, pior ainda, caro Leandro, Ú a adoþÒo parcial do Plantio Direto, sem palha e sem rotaþÒo.

Ronaldo Trecenti
11/11/2010 - 10:32
Caro colega e amigo Leandro,

ParabÚns pela coragem, clareza e objetividade com que vocÛ levanta este problema. Na ILP a lvoura e a pecußria tem que ter peso 1:1 e a pastagem deve ser encarada com uma lavoura de produzir forragem (como vocÛ muito bem disse, capim, alimento para o gado e palha, alimento para o solo.
Grande abraþo.
RT

Claudio Post
11/11/2010 - 14:05
Parabens Leandro! Suas observaþaoes sÔo realmente muito preocupantes e estao se tornando cada vez mais freguentes e aqui no extremo oeste estß sendo usado, alem do manejo incorreto, estÒo usando a grade de arrastÒo e arrado.
Grande Abraþo

David Grespan
20/11/2010 - 18:30
Leandro,

Na sua opniÒo, alÚm da integraþÒo lavoura-pecußria, nestas regi§es nÒo poderia ser estimulado a integraþÒo lavoura-pecußria-floresta?

abraþo

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