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     29/06/2017            
 
 
    

Um coquetel de bactérias diazotróficas inovador. Na região Centro-Sul, diminuição no uso de adubação nitrogenada e o aumento de 30% na produtividade da cana-de-açúcar. Esses são fatores fundamentais para que a pesquisa do engenheiro agrônomo Willian Pereira recebesse o Prêmio Agroambiental Monsanto 2010. Com as bactérias em fase de testes em algumas empresas, as substâncias devem chegar ao mercado em um ano. E o produtor tem nas mãos um produto que favorece não só a fixação biológica de nitrogênio no solo quanto o crescimento das raízes da planta, o que proporciona a exploração de nutrientes presentes na terra.

Professora da pós-graduação da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ),  pesquisadora da Embrapa Agrobiologia e orientadora do trabalho de Willian, Verônica Massena Reis chama as diazotróficas de bactérias do bem, visto que não são causadoras de doenças e não manifestam qualquer sintoma de reação na plantação. O estudo realizado na Embrapa Agrobiologia é justamente selecionar as melhores bactérias para a aplicação na cultura da cana-de-açúcar. 

– As bactérias podem ser selecionadas para milho, leguminosas, soja, feijão, amendoim. É uma tecnologia antiga, tem mais de 50 anos. Só que para a cana não existia nenhum produto. Afinal, a tendência é trabalhar com plantas propagadas por sementes, enquanto a cana é por pedaços de gomos. A pesquisa teve que começar do zero. Não existia memória ou outras experiências. Isso é importante porque somos os maiores produtores de cana do mundo – destaca a professora.  

Verônica Reis ainda conta que existem mais de 8000 bactérias guardadas na Embrapa e que, ao longo dos anos, elas foram sendo testadas. Todas as cinco espécies selecionadas são brasileiras, criadas separadamente, mas depositadas juntas no solo durante o plantio e a cada soca realizada. As bactérias não são modificadas geneticamente e vivem nas raízes, folhas ou colmos da própria cana. Verônica explica que o processo de crescimento delas é de 24 a 48 horas e que, após o desenvolvimento, são coletadas e misturadas a um produto chamado inoculante, que mantém elas vivas e ativas. Acrescenta-se água e é feita a aplicação, que, segundo Willian Pereira, pode ser feita em qualquer tipo de solo. Porém, os principais resultados da pesquisa são observados em terrenos de baixa fertilidade, como os arenosos, ou com textura mais argilosa. O autor do trabalho também ressalta que o principal objetivo do uso das diazotróficas é diminuir a adubação nitrogenada.  

– A pesquisa busca a redução de até 50% na utilização de adubos, mas não a substituição total. As bactérias são comprovadamente promotoras de crescimento, produzem fitohormônios e outros compostos que ajudam no desenvolvimento da cana-de-açúcar. É o que a gente chama de dupla troca. A planta fornece proteção e carbono e a bactéria, fixação biológica de nitrogênio – completa o engenheiro agrônomo, alertando que o produtor deve tomar cuidado com as altas dosagens do inóculo. Os melhores resultados obtidos foram com doses de cerca de 200 litros por hectare.  

Para maiores informações, basta entrar em contato com a Embrapa Agrobiologia pelo telefone (21) 3441-1500 ou com o Curso de Pós-Graduação em Agronomia da UFRRJ pelo (21) 2682-1210 e 2682-1220 Ramal 3295.

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Izabél da Rocha
03/10/2015 - 22:36
Muito proveitosa esta matéria-Turma SUCROALCOOLEIRA-UEMS-GLÓRIA DE DOURADOS

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1 comentário

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