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     31/03/2026            
 
 
    

A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) é um sistema que vem se tornando quase uma unanimidade. Tem sido desenvolvido, apresentado, defendido e enaltecido por políticos e técnicos de tendências diversas. Tanto os que possuem visão mais econômica, quanto os que defendem questões ambientais e sociais, se identificam com o sistema. Isso porque ele atende os três pilares básicos do Desenvolvimento Sustentável: é viável economicamente, reduz impactos ambientais e possibilita geração de empregos.

Assim, várias ações têm ocorrido para viabilizar a adoção da ILPF, conforme descrição a seguir:

Instituições de Ciência e Tecnologia têm executado projetos de pesquisa e de transferência de tecnologia para fornecer o suporte técnico-científico;

Empresas de extensão, assessoria e assistência técnica têm levado o sistema aos seus clientes;

Políticos e administradores públicos têm criado programas e linhas de crédito para viabilizar a ILPF.

Entretanto, mesmos com estas ações, o sistema tem sido pouco adotado por seus potenciais usuários, os agricultores e os pecuaristas. Para tentar entender a situação e buscar resolvê-la, uma série de eventos e reuniões técnicas são programadas na tentativa de encontrar as prováveis causas:

Dificuldade de adoção de um sistema 

A adoção de uma tecnologia pontual - a substituição de uma cultivar de soja, por exemplo - é mais fácil que a alteração ou troca de um sistema; a adoção do sistema de semeadura direta em substituição ao sistema convencional de cultivo é outro exemplo explicável.

Para adotar um sistema, o produtor além da necessidade de ampliar seus conhecimentos precisa, em muitos casos, fazer investimentos, contratar funcionários especializados, alterar a logística e a dinâmica da propriedade. Tem que sair de uma posição da qual possui domínio, para se inserir em uma que, dentre outras coisas, envolve riscos.

Falta de empatia

Por motivos diversos, instituições de C&T têm atuado diretamente com o público da assistência técnica e extensão rural. Associado a esse fato, tem ocorrido outro: a participação de empresas comerciais de grande porte no processo de transferência de tecnologia. Assim, mesmo que as atividades e eventos de transferência de tecnologia ocorram numa propriedade que represente uma média regional, às vezes fica a impressão que aquilo que está sendo mostrado só é viável pela participação direta da instituição de C&T e das empresas comerciais. O potencial usuário da tecnologia - produtor da região onde ela está sendo mostrada - questiona se apenas com o apoio dos técnicos locais, ele terá condição de implantar o sistema e obter os mesmos resultados atingidos na propriedade que foi usada como unidade demonstrativa.

Metodologia incompleta

Apesar de nem sempre ser considerada, a escolha de métodos e meios adequados para ações de transferência de tecnologia e de extensão rural é fundamental para a obtenção de objetivos e metas. Observa-se que, para comunicar o sistema ILPF tem se usado com muita freqüência e ênfase, o método dia de campo. Este método é utilizado para se  mostrar uma série de atividades numa mesma propriedade, com o objetivo de despertar interesse e adoção mais rápida da tecnologia que está sendo demonstrada. Tem a limitação de ser superficial quanto ao conteúdo apresentado, considerando o tempo (como o nome diz, um dia) e o público (amplo, heterogêneo).

Falta de um programa de fomento

Na maioria dos casos, a adoção da ILPF implica em custos adicionais (de investimentos e custeio), principalmente nas etapas iniciais do sistema. E, até pouco tempo atrás, não havia um programa de crédito específico que fomentasse o uso do sistema.

Prejuízo ou ausência de lucros maiores?

Uma das prováveis incoerências da pouca/nula adoção da ILPF é o fato desse sistema possibilitar incremento de lucros para quem o adota. Então se questiona: se muitos produtores estão tendo prejuízos em suas atividades, por que não adotam o sistema que pode inverter sua situação financeira?

Existe um aspecto sutil que precisa ser melhor esclarecido. Tanto em documentos oficiais, quanto em conversas informais com produtores, é comum a expressão “prejuízo” para indicar a situação financeira que parte deles estaria vivendo. Mas, ao se aprofundar a conversa ou se observar detalhes desses documentos, percebe-se que, existem situações em que não existe prejuízo, mas a ausência de lucros maiores.

Isso posto, vem o questionamento: afinal, pode-se alterar a realidade atual, ou seja, há possibilidade de maior adoção do sistema ILPF pelos produtores? Acredita-se que sim. E isso será motivo de outro artigo.

 
 

 

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Eloi Marcolin
17/12/2010 - 12:27
Qualquer atividade agropecußria Ú implantada ou desenvolvida objetivando lucro, apesar de aþ§es pontuais serem desenvolvidas para evitar prejuizos. Neste caso especÝfico implica numa grande alteraþÒo na logistica necessßria em todos os aspectos tambÚm fora da propriedade que vai adotß-la. entendo que quando se fizer a divulgaþÒo precisa mostrar ao produtor a viabilidade palpßvel e confißvel de logistica principalmente em relaþÒo a legislaþÒo e mercado para a produþÒo.

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