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A evolução genética das linhagens suínas introduziu nas granjas animais mais férteis e com ganho de peso mais acelerado. As matrizes suínas apresentam rápido crescimento corporal, carcaças magras com pouca reserva de gordura, alta produção de leitões e alta exigência de manutenção e produção para uma baixa capacidade de consumo de alimento.
Para que essas fêmeas possam expressar todo o seu potencial genético e tenham longevidade dentro do plantel, é necessário que haja manejo e planejamento nutricional adequados. A importância da nutrição de qualidade e do correto manejo para melhorar o desempenho reprodutivo das matrizes é reconhecida não só por especialistas em nutrição animal, mas também pelos criadores, que buscam o melhor custo-benefício para sua produção visando sempre o aumento da lucratividade.
Os cuidados com manejo e alimentação específicos para as leitoas que serão as futuras matrizes da granja devem começar a partir do crescimento, com seleção dos animais com melhor aprumo, estrutura corporal e aparelho mamário, que deve ser bem formado e com no mínimo seis pares de tetos íntegros.
A partir de 150 dias de idade, deve-se iniciar o estímulo da puberdade utilizando-se um macho adulto com mais de 10 meses de idade e boa libido, de modo que passem a apresentar cios regulares em intervalos de 21 dias. A primeira cobertura deverá então ser realizada por volta de 210 dias de idade, com peso médio de 135 kg, mediante identificação de cio com passagem do rufião duas vezes ao dia.
Para que se atinja a idade e o peso ideais na primeira cobertura, a alimentação deve ser adequada para proporcionar um ganho médio diário de peso de 650 g/dia até 150 dias e 800 g/dia da puberdade até 210 dias.
Do ponto de vista nutricional, portanto, a correta formulação da dieta, com o balanceamento adequado dos ingredientes e o equilíbrio entre macro e micronutrientes é de fundamental importância para que a fêmea chegue à primeira cobertura com boa condição corporal e bom desenvolvimento do aparelho reprodutivo.
Além da energia, proteína, fibra bruta, cálcio e fósforo da dieta, os microminerais têm influência quantitativa e qualitativa no desempenho produtivo e reprodutivo da matriz por participarem de diversos processos metabólicos e hormonais relacionados ao desenvolvimento dos sistemas reprodutivo, mamário, imunológico e dos fetos. Estudos mostram que na lactação, quando a matriz sofre considerável perda de massa corporal, há redução no seu nível de mineral corpóreo em até 20% para que ela consiga atender o seu mais alto nível de produção.
Quando fornecidos em forma orgânica (carbo-amino-fosfo-quelatos), a ação dos minerais é mais eficiente em função da melhor absorção e do melhor aproveitamento pelo organismo como um todo, suprindo melhor o animal, principalmente nos momentos de maior exigência como na reprodução.
O zinco proporciona melhor funcionamento do sistema imune em condições de estresse e desafio, diminuindo a incidência de doenças (melhor imunocompetência), e melhor funcionamento dos sistemas hormonais relacionados ao processo reprodutivo, involução uterina e crescimento fetal. Também é necessário para absorção e atividades de vitaminas, principalmente as do complexo B.
O manganês, por sua vez, auxilia no desenvolvimento da estrutura óssea, suportando crescimento adequado, e na imunidade, além de melhorar a taxa de fertilidade devido à redução do número de abortos, de natimortos e da reabsorção embrionária.
O cobre participa com o ferro na síntese de hemoglobina, sendo necessário ainda para a formação óssea, função cardíaca, resposta imune e desenvolvimento do tecido conjuntivo, além de estar envolvido em diversos processos enzimáticos como componente de algumas enzimas importantes.
O ferro, como componente da hemoglobina, participa do transporte de oxigênio, e proporciona menor mortalidade e leitões mais pesados ao nascimento e ao desmame, com maior concentração de hemoglobina e melhor estado de saúde graças à transferência de ferro da matriz para o feto pela placenta.
Já o selênio fortalece o sistema imune, confere proteção às células contra oxidação, sendo importante ainda para a maturação e preservação da célula espermática e membranas celulares em geral, além de sua passagem pelo leite e pela placenta, suprindo melhor o leitão com esse micromineral.
O cromo tem papel importante na reprodução, resultando em maior taxa de ovulação, melhor desenvolvimento folicular e maior sobrevivência embrionária, com leitegadas maiores e mais pesadas ao nascimento e ao desmame.
Finalmente, o cobalto participa da formação da hemoglobina junto com o ferro, da síntese de vitamina B12 e potencializa o metabolismo energético, proporcionando melhor aproveitamento dos nutrientes.
A suplementação conjunta de todos esses elementos microminerais numa dieta balanceada formulada com macroingredientes de qualidade, somada ao manejo adequado de preparo das leitoas, proporcionam maior longevidade das fêmeas do plantel, que serão mais saudáveis e produtivas, e maior número de leitões e leitegadas mais pesadas e homogêneas.
O resultado é o sucesso da produção, com maior fertilidade, maior quantidade de carne produzida por matriz e maior rentabilidade para o produtor.
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