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Frutas  
Frutas tropicais em benefício da saúde humana
Parceria entre países americanos e europeus terá como foco espécies nativas capazes de fornecer antioxidantes que agregam valor para a exportação
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Breno Fonseca
03/02/2011

Doenças crônicas são causadoras de 60% das disfunções do organismo e 49% da mortalidade total no mundo, sendo que 79% dessas mortes são registradas nos países em desenvolvimento. O estresse diário, insatisfação no trabalho, o hábito de fumar são alguns dos fatores que aumentam o desenvolvimento dessas enfermidades. Para prevenir as doenças degenerativas, uma boa opção é o investimento nos ingredientes bioativos presentes fornecidos pelas frutas. A Embrapa Agroindústria Tropical, portanto, está à frente da Rede Frutactiva, que pretende reunir pesquisadores e instituições de 20 países latino americanos, além de Portugal e Espanha.

O objetivo do projeto é detectar a composição antioxidante de frutas tropicais para estimular o consumo. De acordo com o pesquisador Ricardo Elesbão Alves, chefe da rede, os compostos ajudam na redução dos radicais livres acumulados no cotidiano de homens e mulheres. Essas moléculas se acumulam e degeneram as células humanas. E, a partir de vários grupos de trabalho, verificou-se que as frutas são as principais fornecedoras de componentes que combatem os radicais livres.

Além da tradicional vitamina C, outros componentes possuem a função antioxidante. Entre eles, estão os polifenóis, um conjunto de compostos que tem relação direta com as colorações vermelha e roxa presentes nas frutas. Como exemplo, o pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical cita o açaí, que tem alta densidade de antocianina, assim como acerola, romã e camu-camu. Outras espécies também serão estudadas, como cajá, saputi e as oriundas de palmeiras pupunha e buriti. Tipos basicamente exóticos e nativos dos trópicos.

— Existem grupos atuando em diferentes frentes. Além do Brasil, através da Embrapa e das universidades, México, Equador, Colômbia e Venezuela já vem caracterizando os exemplares, que foram escolhidos pelo conteúdo de compostos de muito mais interesse que possuem do que os que se encontram mais facilmente no mercado. E, também, porque existia até há muito pouco tempo estudos sobre elas. Hoje, por exemplo, Europa e Estados Unidos são grandes consumidores de açaí, pois dão prioridade a produtos de alto valor agregado para a fabricação de sucos. A Embrapa, inclusive, já tem outro projeto sobre sucos mistos de frutas tropicais — destaca Ricardo Elesbão, que também é pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Além dos experimentos com espécies nativas da Amazônia, as extensões dos estudos irão se estender para os Andes, para as regiões Nordeste e Centro Oeste brasileiras e para o bioma do Cerrado. Ricardo conta que, pelo menos duas vezes por ano, serão apresentadas para as comunidades acadêmicas e para os investidores industriais os resultados das pesquisas com as possibilidades de uso das frutas. O objetivo é aumentar o consumo e, sobretudo, agregar valor aos produtos, já que muitas espécies são exploradas apenas por pequenos agricultores em regiões isoladas.

— Os benefícios para o setor é que um produtor de acerola, por exemplo, pode ter a médio prazo possibilidades maiores de comercialização. Ao invés dos consumidores procurarem frutas comuns no mercado, podem tomar sucos, utilizar produtos que levem ingredientes ou fazer uso da própria fruta fresca. Com isso, são abertos mercados dentro e fora dos países envolvidos na rede — observa Ricardo Elesbão, completando que pelo menos dois ou três processos industriais já tem transformado sucos ou polpas em pó, que pode ser misturado ou acrescentado a espécies que sejam carentes de determinadas vitaminas.

Setor em expansão

A Embrapa Agroindústria Tropical será líder da Rede Frutactiva. A proposta foi aprovada pelo CYTED, um conselho que reúne todos os Organismos Nacionais de Ciência e Tecnologia (ONCTS) dos países Iberoamericanos e latinos. O projeto é composto por 14 grupos de pesquisa (quatro do Brasil, dois do México, dois da Espanha, um do Equador, um de Portugal, um do Peru, um da Colômbia, um da Costa Rica e um da Venezuela) e 12 empresas. Ao todo, 109 pesquisadores dos nove países fazem parte dessa iniciativa.

A rede vai sempre se reunir publicamente em eventos abertos, divulgados nacionalmente. Através dos fóruns, os fruticultores terão oportunidade de contato. Em breve, o site www.frutactiva.org.br estará no ar e os interessados poderão encontrar publicações com os resultados. Para maiores informações, basta entrar em contato com a Embrapa Agroindústria Tropical pelo telefone (85) 3391-7100 ou pelo e-mail elesbao@cnpat.embrapa.br
 

Clique aqui, ouça a íntegra da entrevista concedida com exclusividade ao Jornal Dia de Campo e saiba mais detalhes da tecnologia.
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