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     04/07/2026            
 
 
    

O Brasil deverá desenvolver consistentemente a capacidade técnica e gerencial para melhorar e ampliar a oferta de aço verde, produto de alta qualidade e com grandes vantagens na conservação da biodiversidade nativa e na mitigação das emissões de gases de efeito estufa (GEE).

As emissões de GEE são geralmente relacionadas ao desmatamento e à queima de combustíveis fósseis nos motores veiculares, nos fornos industriais e nas termelétricas para a geração de energia elétrica. Além dessas importantes emissões a produção de aço, a matéria prima para a construção dos motores e das máquinas, é realizada essencialmente a partir de coque de carvão mineral, que também é um combustível fóssil.

O carvão mineral é o combustível mais poluente que a humanidade usa em termos de emissões de gases de efeito estufa, superando o petróleo e o gás natural, os outros dois tipos de combustíveis fósseis. Na indústria siderúrgica o carvão mineral é usado na forma de coque, a fonte de carbono para reagir com o minério de ferro (redutor) e produzir a liga metálica que denominamos de aço. A siderurgia é uma indústria de base imprescindível no desenvolvimento da sociedade. Alternativamente ao coque de carvão mineral na produção de aço, pode ser usado o carvão vegetal. O carvão vegetal pode ser considerado um coque renovável.

A matriz energética brasileira é reconhecidamente a mais limpa do mundo. Nela, quase a metade do consumo de energia primária é de fonte renovável: exatamente 47,6%, segundo o Balanço Energético Nacional de 2010 (BEN 2010, https://ben.epe.gov.br). Nesse total, hidráulica e eletricidade correspondem a 15,3%, 10,1% a lenha e carvão vegetal e 18,1% a produtos da cana-de-açúcar. Os 3,8% restantes provêem de outras fontes como eólica e solar.

Ao analisar as séries históricas do Balanço Energético Nacional (https://ben.epe.gov.br), verifica-se claramente que antes da Segunda Guerra Mundial, em 1940, o Brasil era um país essencialmente a movido a lenha. Mais de 80% do consumo da energia primária no país naquela época era atendido com lenha. Grande parte ou mesmo a totalidade da lenha usada era de origem nativa. De lá até os dias atuais, a taxa de crescimento da lenha e do carvão vegetal foi muito mais baixa do que a taxa de crescimento dos produtos da cana-de-açúcar. Os produtos da cana tiveram o mesmo vigor de crescimento do petróleo e da energia hidráulica. A lenha e carvão vegetal não. O crescimento gradativo da cana mostra o efeito claro da agregação tecnológica, evoluindo do engenho para as destilarias atuais. A lenha continua com seus tradicionais fornos produzindo o carvão vegetal, que, em 2010 teve a produção de 10 milhões de toneladas.

A oferta global de energia no Brasil cresceu quase 10 vezes em 70 anos, de 1940 a 2010. A oferta de lenha e carvão vegetal mais que dobrou, cresceu 1,2 vezes; porém a oferta de produtos da cana cresceu quase 78 vezes. A oferta de petróleo, gás e derivados cresceu 60 vezes. A oferta de hidráulica e eletricidade cresceu 106 vezes. Isso na prática significa que a lenha e o carvão vegetal tiveram uma brutal retração relativa ao longo desses anos. Entretanto, ao contrário da situação de 1940, a lenha utilizada para a produção do carvão vegetal é obtida tanto de vegetação nativa, quanto de florestas plantadas, principalmente, de eucalipto.

O produto final do carvão vegetal obtido de lenha de florestas plantadas é o “aço verde”, um produto brasileiro com características únicas no mundo, capaz de ajudar na mitigação das emissões de gases de efeito estufa de forma vantajosa. A siderurgia a carvão vegetal no Brasil está basicamente concentrada no estado de Minas Gerais, com a metade do setor e na região de Carajás, que engloba Pará e Maranhão. Mato Grosso do Sul é uma nova fronteira e poderá vir a ser um campo apropriado para a inovação no setor, mas não o único.

O aço verde poderá ser uma bandeira com viés ambiental e sustentável que o Brasil levará aos fóruns mundiais. Isso é viável, pois a cadeia produtiva do carvão vegetal está ligada as demandas ambientais, sociais e econômicas. Assim, temos necessariamente que introduzir novos processos, novas tecnologias e novas aplicações para a lenha e o carvão vegetal no Brasil.

O caminho deverá ser com Políticas Públicas adequadas e parceria do tipo público-privado. Temos, obrigatoriamente, que aumentar a sustentabilidade e a renovabilidade na produção de lenha e carvão vegetal com controle na origem da matéria-prima e o seu aproveitamento integral como, por exemplo, realizando a recuperação do alcatrão e do bio-óleo. Devemos, por ser o país mais interessado no sucesso da cadeia produtiva do carvão vegetal, diminuir o consumo de matéria-prima proveniente da floresta nativa na produção de lenha e carvão vegetal com leis que sejam efetivas e inibam crimes ambientais.

Finalmente, podemos também viabilizar o uso de matérias-primas não florestais. Nesse campo, os resíduos agro-industriais e processos de carbonização e pirólise para produzir carvão usando essas matérias-primas serão inovadores. Podemos citar os briquetes siderúrgicos e carvão vegetal em pó derivados de resíduos agroindustriais e florestais como desenvolvimentos importantes a realizar.

Considerando-se que neste ano de 2011 celebra-se o Ano Internacional das Florestas e também o Ano Internacional da Química podemos juntar esses dois grandes temas e celebrar a Química Verde e incentivar a produção do Aço Verde.

Artigo originalmente publicado em 10/05/2011

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Luma Ceres Moraes de Almeida
15/05/2011 - 01:05
Como nÒo tem comentßrios, um assunto tÒo interessante-importante. Fiquei sabendo desta notÝcia e juntamente do site por email enviado por meu Prof¦ Dr Flßvio Henrique.

Talvez o consumo da lenha diminuiu, por que a matÚria prima tambÚm, diminuiu, daÝ a busca de outras energia depois da dÚcada de 40 ?

"Entretanto, ao contrßrio da situaþÒo de 1940, a lenha utilizada para a produþÒo do carvÒo vegetal Ú obtida tanto de vegetaþÒo nativa, quanto de florestas plantadas,florestas plantadas, principalmente, de eucalipto.
O produto final do carvÒo vegetal obtido de lenha de florestas plantadas Ú o ôaþo verdeö, "

Se entendi bem, sua idÚia Ú a favor do eucalipto, e os males que o eupalipto traz para degradaþÒo do solo, Ú vista em conta ? esse impacto ambiental Ú previsto ? Por muda-se apenas o problema do ar com o GEE e passa-se para degradaþÒo irremedißvel do solo.O que tens a dizer a respeito ?? + o mesmo caso do bio-¾leo. Moro em SÒo LuÝs do MaranhÒo e conheþo fazendeiros que desistiram da produþÒo e biocombustÝvel pois Ú invißvel economicamente.

Eu acho mesmo que devemos Ú investir em energia e¾lica e solar ! Que sÒo limpas e o Brasil Ú rico, essas sim teriam boas divulgaþ§es em congressos e divulgaþ§es exteriores, mas falar por falar Ú fßcil, precisamos de apoio em pesquisa, quantos mais pesquisas tiver mais chances de ir para frente.
Sou estudante de Engenharia Ambiental.

Missao Tanizaki
30/06/2011 - 11:12
ALERTA aos Futuros QuÝmicos & Profissionais AFINS

Prezados CidadÒos Brasileiros & Interessados pelo AGUAP+,

A Equipe BR do AGUAP+ recomenda aos Profissionais da QuÝmica & Afins a leitura da matÚria / entrevista (Link abaixo), pois apresenta algumas DICAS IMPORTANTES para AQUELES que se preocupam / acreditam na QuÝmica VERDE.

http://m.estadao.com.br/noticias/vidae,quimicos-brasileiros-deveriam-investir-na-pesquisa-em-biomassa,738539.htm

Ajude na DIVULGAÃ+O desta MENSAGEM, certo que poderß ser Muito +TIL para Uma Melhor FORMAÃ+O dos Futuros PESQUISADORESû+TICOS & Novos AUTOûDIDATAS que, de FATO, CONTRIBUIR+O, para o Desenvolvimento SOCIAL & Econ¶mico do BRASIL SUSTENT-VEL.

Para Um MUNDO SUSTENT-VEL, em TUDO sempre deverß estar presente a QuÝmica VERDE ! ! ! ! ! !

O AGUAP+ Ú Muito IMPORTANTE porque Ú Um Eficiente DESPOLUIDOR das -GUAS ! ! ! ! ! !

Apresente as Suas MANIFESTAÃiES, certo que poderß, em muito, contribuir para que o BRASIL se torne L-DER na QuÝmica VERDE para isso ajude na DIVULGAÃ+O do extenso trabalho sobre o Livro da QuÝmica VERDE no BRASIL (http://pt.scribd.com/doc/44722075/Livro-Quimica-Verde-24082010 ).

OBSERVAÃ+O: a QuÝmica VERDE Ú um REQUISITO FUNDAMENTAL para os AVANÃOS ALMEJADOS na ProduþÒo & IndustrializaþÒo do AGUAP+, como na PreservaþÒo do Meio Ambiente & Biodiversidade de todo o Planeta Terra. Conheþa

NOTA: ôQuando Sonhamos SOZINHOS Ú s¾ um SONHO, mas quando Sonhamos JUNTOS Ú o inÝcio de uma Nova Realidadeö (D. Helder CÔmara) - apresente as suas MANIFESTAÃiES (CrÝticas, Sugest§es, ETC.), utilizando o Endereþo Eletr¶nico: missao.tanizaki@gmail.com, certo que muitos na Sociedade Brasileira, inclusive a Equipe BR do A G U A P +, te agradeþerÒo.


LEMBRETE: um dia nos APOSENTAMOS dos Trabalhos que garantem o PÒo Nosso de Cada Dia, mas muitos Trabalhos Nobres estÒo aguardando por nossa AJUDA û Desenvolver os referidos Trabalhos Nobres faz parte dos Nossos DEVERES / OBRIGAÃiES NOBRES e sÒo B-SICOS para nos manter FELIZ no Dia a Dia ! ! ! ! ! !


Um Abraþo Fraterno aos Interessados pelo A G U A P +,

MISSAO TANIZAKI
Servidor P·blico Federal
Bacharel em QuÝmica
missao.tanizaki@gmail.com (Usual)
missaotanizaki@yahoo.com.br (Alternativo)
OSCIPE (*) - Equipe BR do A G U A P +
TUDO POR UM BRASIL & MUNDO MELHOR

(*) REF.: Definiþ§es do SEBRAE

Missao Tanizaki
09/07/2011 - 11:55
Biotecnologiaû+TICA de Interesse da HUMANIDADE & A G U A P +

Prezados CidadÒos Brasileiros & Interessados pelo AGUAP+,

A Equipe BR do AGUAP+ por meio deste ALERTA informa as Autoridades Mundiais que as ôMENTIRAS que se tornam VERDADESö precisam ser COMBATIDAS, com +TICA, como o Maior INIMIGO da HUMANIDADE.

Na QUEST+O das Mudanþas Climßticas que preocupam Muitas Autoridades Mundiais, o PETRËLEO & Seus MALEF-CIOS chegam a ser IRRISËRIOS se for comparado ao que o CARV+O MINERAL pode causar ao Planeta TERRA & BIODIVERSIDADE, onde incluiûse a pr¾pria HUMANIDADE û Essa QUEST+O vem sendo conduzida / tratada de forma EQUIVOCADA porque as Autoridades Mundiais nÒo tem percebido como as ôMENTIRAS que se tornam VERDADESö ou porque muitos sÒo INDIV-DUOS N+Oû+TICOS.

Tudo que vem sem realizado para Combater as Mudanþas Climßticas Ú INSUFICIENTE para evitar a PIOR de todas as CAT-STROFES, essa afirmaþÒo tem por base ao FATO que segue.

As RESERVAS do PETRËLEO devem se esgotar em 40 a 60 anos e o CARV+O MINERAL levarß entre 150 a 200 anos û facilmente percebemos que a HUMANIDADE ainda N+O ENXERGOU o Seu MAIOR INIMIGO & PERIGO.

Biotecnologiaû+TICA de Interesse da HUMANIDADE & AGUAP+: a nossa PROPOSTA Ú a de desenvolver o AGUAP+ TRANSG-NICO que poderß / deverß ser utilizadas nas Fazendas Marinhas, para a ProduþÒo & IndustrializaþÒo do AGUAP+, em MEGA ESCALA, visando a SubstituiþÒo TOTAL do PETRËLEO & CARV+O MINERAL, certo que conseguiremos efetivar a mais AMPLA DESPOLUIÃ+O das suas -GUAS.


OBSERVAÃ+O: recomendamos a VOC- contribuir para uma Ampla DIVULGAÃ+O quanto ao exposto, se acredita em Biotecnologiaû+TICA & QuÝmica VERDE.

NOTA: ôQuando Sonhamos SOZINHOS Ú s¾ um SONHO, mas quando Sonhamos JUNTOS Ú o inÝcio de uma Nova Realidadeö (D. Helder CÔmara) - apresente as suas MANIFESTAÃiES (CrÝticas, Sugest§es, ETC.), utilizando o Endereþo Eletr¶nico: missao.tanizaki@gmail.com, certo que muitos na Sociedade Brasileira, inclusive a Equipe BR do A G U A P +, te agradeþerÒo.

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MISSAO TANIZAKI
Servidor P·blico Federal
Bacharel em QuÝmica
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TUDO POR UM BRASIL & MUNDO MELHOR

(*) REF.: Definiþ§es do SEBRAE

Missao Tanizaki
09/07/2011 - 11:56
Biotecnologiaû+TICA de Interesse da HUMANIDADE & A G U A P +

Prezados CidadÒos Brasileiros & Interessados pelo AGUAP+,

A Equipe BR do AGUAP+ por meio deste ALERTA informa as Autoridades Mundiais que as ôMENTIRAS que se tornam VERDADESö precisam ser COMBATIDAS, com +TICA, como o Maior INIMIGO da HUMANIDADE.

Na QUEST+O das Mudanþas Climßticas que preocupam Muitas Autoridades Mundiais, o PETRËLEO & Seus MALEF-CIOS chegam a ser IRRISËRIOS se for comparado ao que o CARV+O MINERAL pode causar ao Planeta TERRA & BIODIVERSIDADE, onde incluiûse a pr¾pria HUMANIDADE û Essa QUEST+O vem sendo conduzida / tratada de forma EQUIVOCADA porque as Autoridades Mundiais nÒo tem percebido como as ôMENTIRAS que se tornam VERDADESö ou porque muitos sÒo INDIV-DUOS N+Oû+TICOS.

Tudo que vem sem realizado para Combater as Mudanþas Climßticas Ú INSUFICIENTE para evitar a PIOR de todas as CAT-STROFES, essa afirmaþÒo tem por base ao FATO que segue.

As RESERVAS do PETRËLEO devem se esgotar em 40 a 60 anos e o CARV+O MINERAL levarß entre 150 a 200 anos û facilmente percebemos que a HUMANIDADE ainda N+O ENXERGOU o Seu MAIOR INIMIGO & PERIGO.

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OBSERVAÃ+O: recomendamos a VOC- contribuir para uma Ampla DIVULGAÃ+O quanto ao exposto, se acredita em Biotecnologiaû+TICA & QuÝmica VERDE.

NOTA: ôQuando Sonhamos SOZINHOS Ú s¾ um SONHO, mas quando Sonhamos JUNTOS Ú o inÝcio de uma Nova Realidadeö (D. Helder CÔmara) - apresente as suas MANIFESTAÃiES (CrÝticas, Sugest§es, ETC.), utilizando o Endereþo Eletr¶nico: missao.tanizaki@gmail.com, certo que muitos na Sociedade Brasileira, inclusive a Equipe BR do A G U A P +, te agradeþerÒo.

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Selma Fernandes
20/01/2014 - 20:56
Não podemos ignorar o fato de que grandes a produção de aço no Brasil ainda carrega a mácula da devastação. Grandes siderúrgicas e ao final toda a cadeia se contamina com a produção de carvão ilegal, que além de devastar a mata nativa, alimenta o degradante trabalho escravo. O relatório do Observatorio Social traz detalhes sobre o assunto: http://www.observatoriosocial.org.br/portal/noticia/780
Não vamos nos iludir, consumimos aço e sua cadeia produtiva deveria ser melhor regulamentada. Certificados de fachada servem de cobertura para a ganancia de uma indústria que não está disposta a diminuir o lucro para ter um produto sustentável.

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