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Roberto Rodrigues fala sobre novo livro e agronegócio
Em entrevista exclusiva ao Portal Dia de Campo, o ex-ministro torce para que a polêmica em torno do Novo Código Florestal brasileiro termine em bom-senso
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Juliana Royo
31/05/2011

Roberto Rodrigues é um dos homens mais influentes no meio rural. Foi Ministro da Agricultura no governo Lula, de 2003 a 2006. Atualmente ele é Presidente do Conselho Superior de Agronegócios da Fiesp e Coordenador do Centro de Negócios da Fundação Getúlio Vargas. Além disso, é ator fundamental no agronegócio brasileiro, agrônomo e pensador da vida do campo. Durante a Agrishow 2011, que aconteceu na cidade de Ribeirão Preto, entre os dias 2 e 6 de maio, Roberto Rodrigues lançou seu nono livro chamado “Caminhando Contra o Vento”. Na atual publicação, ele reúne artigos e crônicas publicadas em diversos veículos como o Portal Dia de Campo, onde Rodrigues mantém uma coluna mensal. Além disso, nesta edição ele conta alguns causos que presenciou ao longo de tantos anos no interior do Brasil, mas cria uma cidade fictícia com nome de personagens inventados para preservar a identidade dos autores das histórias na vida real. O Portal Dia de Campo entrevistou o agrônomo Roberto Rodrigues no dia de lançamento do seu nono livro e tratou também de temas como economia, perspectiva do agronegócio para os próximos anos e a polêmica do Novo Código Florestal.

Qual é o objetivo central do livro que o senhor está lançando na Agrishow?
Quando o sujeito chega na minha idade, com quase 70 anos, ele tem a vaidade de deixar algum testamento do que fez na vida. Eu já publiquei oito livros sendo que os últimos três foram coletâneas de artigos que eu escrevi ao longo de 40 anos, ligados à agricultura. O último livo lançado tem 30 meses e de lá pra cá escrevi uns 150 artigos e crônicas. Esse é o meu mais novo testamento. Quero deixar registrado aquilo que eu assisti como expectador ou ator. Amanhã, se alguém quiser escrever sobre a história agrícola destes últimos 40 anos vai ler o que tá escrito e vai ter noção dos processos que nos afetaram positiva ou negativamente.

O senhor conta alguns causos da vida rural no seu livro, quais o senhor destacaria para os leitores do Portal Dia de Campo?
Todos os causos que eu escrevi no livro são verdadeiros, muitos são hilariantes. Mas como muitos personagens estão vivos ainda eu inventei uma cidade fictícia de interior e conto todos os causos como se tivesse passado nessa cidadezinha. Aí eu misturei fatos reais com dois ou três causos no mesmo personagem, para que ninguém consiga identificar quem o autor daquele causo na vida real. São histórias de vida muito divertidas. Um dos fatos ocorreu em uma cidade do interior em que o sujeito era criador de galo de briga e todo o fim de semana ele abrigava os galos em uma cidade de Minas Gerais, longe de lá. Um dia a mulher dele estava na cidadezinha dele no salão de cabeleiro e ouviu o comentário de duas mulheres que entraram no salão e começaram a falar que o tal cara ia todo fim de semana buscar os galos e tinha ficado noivo de uma moça e ia casar com ela na outra cidade. A mulher do criador de galos ouviu aquilo, ficou quieta e foi atrás do amigo do marido que ia todo sábado pegar os galos de briga em outra cidade junto com ele. Ela questionou o amigo sobre a veracidade da informação e eles respondeu: “Que ele ficou noivo é verdade, mas casar pode ficar tranquila que eu não vou deixar não”.

Que panorama o senhor faz para a parte econômica do meio rural?
Estamos vivendo uma fase muito positiva porque o mundo é demandante em alimentos, o que fez com que os preços agrícolas se elevassem muito, porque os estoques caíram, os preços subiram e o Brasil está colhendo uma safra muito grande, com preços bons. Este ano está sendo muito produtivo e ainda vamos ter pelo menos mais dois anos ainda muito bons porque não há tempo para recuperar os estoques em menos do que dois anos. Temos que aproveitar este momento positivo para criar a estratégia agrícola brasileira para conquistar o mundo que deseja ser conquistado pelo Brasil. Nós precisamos querer conquistá-lo também.

Qual é a expectativa do senhor em relação à polêmica do Novo Código Florestal brasileiro?
Eu tenho dito que a luta é para obter o consenso, mas parece-me que não haverá consenso. Então, já que não vai haver o consenso eu torço para que haja pelo menos o bom-senso em fazer um código justo, equilibrado porque, na verdade, o que o agricultor quer é a mesma coisa que o ambientalista quer que é produzir com sustentabilidade.

 

Clique aqui, ouça a íntegra da entrevista concedida com exclusividade ao Jornal Dia de Campo e saiba mais detalhes da tecnologia.
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