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Mandioca        
Aipim sustentável e livre de agroquímicos
Produção da cultura em sistema agroflorestal promete ser sustentável e mais barata para o produtor, além de gerar um produto único no mercado
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Kamila Pitombeira
29/10/2013

A busca pela sustentabilidade e por ações que agridam menos o meio ambiente vêm se tornando pontos importantes, tanto para cidade, como para o campo. Um sistema que visa buscar a sustentabilidade e a produção de alimentos mais naturais é a produção de aipim em sistema agroflorestal. O sistema promete ter baixo custo e produzir uma raiz diferenciada no mercado, já que não utiliza agroquímicos. Segundo Enilto de Oliveira, pesquisador da Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), alguns produtores de Florianópolis, por exemplo, trabalham com a produção de aipim associada à produção de carvão vegetal.


 
— Eles tinham uma lavoura de aipim. Dentro dessa lavoura de aipim, eles estabeleceram o plantio. Existe ali um banco de sementes de bracatinga, uma árvore que entre 6 e 12 anos já pode ter corte para produzir carvão vegetal. Então, esses produtores deixam a bracatinga germinar no meio da cultura da mandioca e, quando fazem a limpeza do aipim, deixam algumas árvores de bracatinga e vêm cultivando então um sistema de consórcio — conta o pesquisador.

Dentro daquele sistema, ele explica que existe uma lavoura de aipim e plantas, geralmente com um espaçamento de 1m por 1m. Além disso, eles utilizam uma cultivar adequada, nesse caso a oriental, conduzindo assim a lavoura de aipim e a plantação de bracatinga.

— O aipim é colhido então com 8 meses, mas o cuidado com as árvores de bracatinga continua, já que essa é a árvore que produzirá o carvão mais à frente. Esse aipim é vendido para consumo in natura, mas têm partes dele que serão colhidas apenas com 2 anos — afirma.

Oliveira diz que, ao final do segundo ano, o aipim é colhido não mais para consumo in natura, mas é destinado para a produção de farinha. Nessa ex-lavoura de aipim passa a crescer a floresta de bracatinga por uns 9 ou 10 anos. Depois, os produtores cortam, produzem o carvão e reiniciam o sistema. Com isso, o grau de sustentabilidade desse sistema é bastante elevado.

— Pensando principalmente na produção de farinha, o produtor deveria pensar em vender esse produto como um produto diferenciado. É uma farinha praticamente orgânica, sem agroquímicos, e deve possuir outras peculiaridades que ainda vamos investigar. O benefício para o produtor seria então produzir um sistema que preserva o meio ambiente e produz uma farinha única — conclui o pesquisador.

De acordo com ele, a produtividade do aipim em sistema agroflorestal ainda é baixa em função do meio e da forma como essa raiz se desenvolve. Em um sistema convencional, a produtividade e o padrão de raízes seriam melhores. Oliveira acredita que seria possível manter o padrão agroflorestal e, ao mesmo tempo, fazer algo para melhorar o padrão das raízes e a produtividade. Essa produtividade menor poderia estar associada a um estande que poderia ser melhorado diminuindo um pouco o espaçamento, por exemplo.

— Por outro lado, esse sistema traz mais segurança que o sistema de cultivo tradicional, ou seja, produz pouco, mas é garantido. Além disso, tem baixo custo até mesmo pelo fato de não utilizar agroquímicos. Já o sistema convencional, portanto, do ponto de vista econômico, é mais rentável, mas tem maior custo — diz.

Para mais informações, basta entrar em contato com a Epagri através do número (48) 3239-5500.

 Reportagem exclusiva originalmente publicada em 15/06/2011

Clique aqui, ouça a íntegra da entrevista concedida com exclusividade ao Jornal Dia de Campo e saiba mais detalhes da tecnologia.
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