dia de campo

a
Esqueceu a senha?
Quero me cadastrar
     27/02/2017            
 
 
    
Maracujá    
Profissionalização é caminho para obter lucro
Cuidados como prevenção de doenças e controle de pragas unidos à experiência do agricultor garantem boa produtividade da cultura do maracujá
Ouça a entrevista Comente esta notícia Envie a um amigo Aponte Erros Imprimir  
Kamila Pitombeira
25/06/2014

Para garantir a sanidade da cultura do maracujá, os produtores precisam tomar algumas medidas preventivas e de combate a pragas e doenças. Mas é necessário também se profissionalizar e estar permanentemente exercendo a mesma cultura. Assim, o agricultor conseguirá obter lucro. É o que diz Ademar Brancher, pesquisador da Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Santa Catarina). Segundo ele, as principais doenças que ocorrem no maracujazeiro são a bacteriose, a verrugose, a fusariose, a mancha verde e o vírus do endurecimento do fruto, que ocorre bastante no norte de Santa Catarina e em outros Estados brasileiros.

— Ela é uma doença séria transmitida por pulgões. Muitas vezes, os pomares não chegam a entrar em produção e já têm a doença instalada. Já a bacteriose, outra doença que afeta bastante os pomares, é causada por uma bactéria e a prevenção se faz usando quebra-vento e produtos à base de cobre — afirma o pesquisador.

Em relação às pragas que atacam os maracujazeiros, Brancher cita os percevejos, as brocas e os ácaros como principais agentes na cultura. Para evitar que esses problemas ocorram, ele diz que, primeiramente, o produtor deve comprar mudas de um viveirista idôneo.

— Essas mudas não devem apresentar nenhum sintoma em suas folhas e raízes. Se o produtor optar por produzir sua própria muda, deve fazer seu viveiro longe do pomar. Além disso, ele não pode trabalhar no pomar e se dirigir ao viveiro logo em seguida, pois correria o risco de introduzir a bacteriose nas mudas — orienta.

Ainda de acordo com o pesquisador, normalmente, os tratamentos contra esses problemas são preventivos. Ele conta que o produtor deve conhecer o sintoma de cada doença. Já se ele não possui esse conhecimento, pode levar o material para um técnico ou uma instituição de pesquisa para fazer a identificação correta.

Brancher explica também que, muitas vezes, podem ocorrer manifestações de uma praga e uma doença ao mesmo tempo. Segundo ele, desde que os produtos sejam compatíveis, o agricultor pode fazer uma pré-mistura e, em uma única pulverização, combater os dois sintomas.

— O Ministério da Agricultura tem uma relação de produtos registrados para a cultura do maracujá. Portanto, o produtor deve procurar uma assistência técnica e depois comprar o produto adequado para fazer o tratamento. Normalmente, em períodos chuvosos, os tratamentos contra doenças variam de 8 a 10 dias e, nos períodos de pouca chuva, variam de 15 em 15 dias. Já em relação às pragas, costuma-se adotar o inseticida somente quando é necessário, ou seja, quando a praga está presente no pomar — explica.

Como exemplo, em um pomar de segundo ano, o ataque de ácaros pode comprometer até 100% da produção de acordo com Brancher. Em relação a frutos atacados pelo vírus da mancha verde do maracujazeiro, ele diz que podem passar por refugo caso não seja feito um tratamento preventivo. A broca também chega a comprometer até 50% da produção se não for combatida.

— Por isso, o produtor deve se profissionalizar na cultura. Ele não deve entrar e sair de uma cultura conforme o preço, mas sim, ser um agricultor permanente por, no mínimo, 15 anos. A partir daí, ele ganhará dinheiro. O produtor aventureiro nunca ganha dinheiro porque gasta com investimentos e depois se desfaz por qualquer valor. Além disso, quando ele não tem mais maracujá para vender, esse maracujá sobe de preço, mas ele já está fora do mercado — conta o pesquisador.

Para mais informações, basta entrar em contato com a Epagri através do número (48) 3239-5500.

Reportagem exclusiva originalmente publicada em 29/06/2011

Clique aqui, ouça a íntegra da entrevista concedida com exclusividade ao Jornal Dia de Campo e saiba mais detalhes da tecnologia.
Aviso Legal
Para fins comerciais e/ou profissionais, em sendo citados os devidos créditos de autoria do material e do Jornal Dia de Campo como fonte original, com remissão para o site do veículo: www.diadecampo.com.br, não há objeção à reprodução total ou parcial de nossos conteúdos em qualquer tipo de mídia. A não observância integral desses critérios, todavia, implica na violação de direitos autorais, conforme Lei Nº 9610, de 19 de fevereiro de 1998, incorrendo em danos morais aos autores.
Ainda não existem comentários para esta matéria.
Para comentar
esta matéria
clique aqui
sem comentários

Conteúdos Relacionados à: Fruticultura
Palavras-chave

 
06/03/2017
Expodireto Cotrijal 2017
Não-me-Toque - RS
06/04/2017
IV Encontro Nacional da Soja
Londrina - PR
18/04/2017
IV Congresso Brasileiro de Bioética e Bem-estar Animal
Porto Alegre - RS
01/05/2017
Agrishow 2017
Ribeirão Preto - SP
29/08/2017
11º Congresso Brasileiro do Algodão
Maceió - AL


 
 
Palavra-chave
Busca Avançada