dia de campo

a
Esqueceu a senha?
Quero me cadastrar
     20/10/2020            
 
 
    
Bovinos Leiteiros    
Barbatimão é alternativa contra mastite
Planta testada em laboratório tem atuação antimicrobiana e proporciona tratamento sustentável
Ouça a entrevista Comente esta notícia Envie a um amigo Aponte Erros Imprimir  
Kamila Pitombeira
23/02/2015

A mastite bovina é um dos principais problemas que afetam as vacas leiteiras. No entanto, os remédios que costumam ser utilizados podem prejudicar ainda mais a saúde dos animais, podendo até mesmo provocar a morte dos mesmos. Apresentada na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a dissertação “Atividade Antimicrobiana de Barbatimão (Strephnodendron adstringens). Martius-Coville em Agentes Causadores da Mastite” traz o barbatimão como alternativa para o tratamento da mastite sem prejudicar os animais e sem agredir o meio ambiente, pois sua extração é totalmente sustentável. Segundo Diego Bardal, mestrando em Ciências Agrárias da UFMG e autor da dissertação, o barbatimão é uma planta nativa do Cerrado que possui substâncias chamadas taninos, uma das classes de metabólitos secundários dos vegetais.

— O metabólito secundário que possui ação nesse caso chama-se tanino, podendo ser condensado ou hidrolisado. Esses taninos possuem várias propriedades, mas as três principais são as propriedades antioxidantes, quelantes de metais e complexação de macromoléculas, principalmente proteínas e polissacarídeos. Nesse caso, a principal ação empregada são as propriedades quelantes de metais e complexação de macromoléculas, que fazem com atuem farmacologicamente como antimicrobianos frente a alguns microorganismos. Entre esses microorganismos, estão incluídos os que causam a mastite bovina. Na pesquisa, testamos os dois principais: a Escherichia coli e o Staphylococcus aureus — conta o mestrando.

Para ele, vários são os benefícios da planta. Como ela é nativa do Cerrado, onde costuma-se ter menor renda, esse é um tipo de terapia de caráter sustentável. Isso porque o próprio meio ambiente fornece o vegetal e como essa prática é extrativa ou até de cultivo, ou seja, não é preciso matar a espécie, o vegetal pode servir de fonte recorrente para o produtor.

— Sendo o tratamento fitoterápico retirado da planta, quando administrado no animal, as chances de reações adversas aos medicamentos e as chances de que esse medicamento se acumule como resíduo e que esse resíduo possa vir à mesa dos consumidores reduzem em relação aos antimicrobianos sintéticos hoje utilizados. Caso fosse produzido um medicamento a base dessa matéria-prima, provavelmente, seria um medicamento de menor custo também — explica Bardal.
 
De acordo com ele, hoje, o tratamento da mastite bovina é geralmente realizado por antimicrobianos sintéticos. Ele conta que o antimicrobiano sintético vem sendo utilizado indiscriminadamente desde a década de 1970 e tem causado a seleção de microorganismos resistentes. Hoje, isso tem causado a superpopulação de bactérias resistentes, o que faz com que esses antimicrobianos não sejam mais efetivos na cura da mastite. Então, outras formas de medicamentos estão sendo procuradas, onde entram os fitoterápicos, que não causam também as reações de hipersensibilidade no animal e diminuem os índices de descarte.

— A dissertação foi a primeira etapa, ou seja, a etapa in vitro. A ideia do prosseguimento do trabalho é o desenvolvimento de uma formulação farmacêutica para aplicação no bovino. Hoje, com os resultados obtidos, é possível fazer apenas um desinfetante para o teto da vaca, para pré e pós dippings, nas ordenhas. Porém, trabalhando a fórmula farmacêutica, será possível desenvolver fórmulas intramamárias, posteriormente, um gel para massagem dos tetos e até mesmo fórmulas como sólidos orais — afirma.

Para mais informações, basta entrar em contato com a UFMG através do número (31) 3409-5000.

Reportagem exclusiva originalmente publicada em 22/08/2011

Clique aqui, ouça a íntegra da entrevista concedida com exclusividade ao Jornal Dia de Campo e saiba mais detalhes da tecnologia.
Aviso Legal
Para fins comerciais e/ou profissionais, em sendo citados os devidos créditos de autoria do material e do Jornal Dia de Campo como fonte original, com remissão para o site do veículo: www.diadecampo.com.br, não há objeção à reprodução total ou parcial de nossos conteúdos em qualquer tipo de mídia. A não observância integral desses critérios, todavia, implica na violação de direitos autorais, conforme Lei Nº 9610, de 19 de fevereiro de 1998, incorrendo em danos morais aos autores.
Nelson
15/02/2013 - 21:51
Gostaria de saber se tem alguma novidade sobre o uso de Barbatimão,para cura da mastite.

ALFREDO MATA
01/05/2013 - 20:57
GOSTARIA DE SABER SE E CASCA OU FOLHA

Ronaldo mendonça dos santos
05/05/2013 - 10:35
A adstringência apresentada pelo barbatimão é um excelente cicatrizante. O pessoal leigo tratam muitas cicatrizes, por exemplo, pisadura em equinos, traumatismos etc. Na prática notamos que funciona. O Prof. Dr. Luiz Antônio Franco da Silva tem muitos trabalhos publicados com essa planta, inclusive páginas de livro. Segue um link interessante sobre o uso da planta na cicatrização: http://ppgca.vet.ufg.br/uploads/67/original_2%C2%BA_SEMIN%C3%81RIO-Danilo_Ferreira_Rodrigues-vers%C3%A3o_final.pdf?1352294793

Att.,
Ronaldo.

Wellington
21/05/2019 - 22:10
Gostaria de saber se e casa ou folha é se é oral e se é fervido

Como faz o tratamento da mastite folhas?cascas?
19/10/2020 - 19:36
Ketlin

Para comentar
esta matéria
clique aqui
5 comentários

Conteúdos Relacionados à: Doenças
Palavras-chave

 
11/03/2019
Expodireto Cotrijal 2019
Não-Me-Toque - RS
08/04/2019
Tecnoshow Comigo 2019
Rio Verde - GO
09/04/2019
Simpósio Nacional da Agricultura Digital
Piracicaba - SP
29/04/2019
Agrishow 2019
Ribeirão Preto - SP
14/05/2019
AgroBrasília - Feira Internacional dos Cerrados
Brasília - DF
15/05/2019
Expocafé 2019
Três Pontas - MG
16/07/2019
Minas Láctea 2019
Juiz de Fora


 
 
Palavra-chave
Busca Avançada