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Hortaliças    
Sistema orgânico é mais barato que convencional
Produção de hortaliças sem produtos químicos gera alimentos mais vistosos e saudáveis a baixo custo
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Kamila Pitombeira
28/01/2014

É muito comum ouvir dizer que o sistema orgânico de produção demanda mais recursos do produtor rural e que, por isso, é mais caro. Com o consumidor, isso não é diferente. No mercado, os alimentos orgânicos chegam a dobrar de preço, dependendo da cultura. No entanto, segundo José Ângelo Rebelo, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), a produção orgânica de hortaliças precisa ter condições ambientais adequadas para que a planta expresse toda a sua capacidade de produção e defesa contra os inimigos naturais. Nesse caso, a produção é ainda mais barata do que a convencional e conta com alimentos mais vistosos e saudáveis. O sistema orgânico de produção, com foco em abrigos de cultivo protegido, foi um dos temas do dia de campo organizado pela Epagri, no dia 24 de outubro, em Itajaí (SC).

— Nosso clima não é muito propício para a produção de hortaliças, pois quase todas são oriundas da região do mediterrâneo, onde praticamente não chove. Com isso, há a ocorrência de mais pragas e doenças. Portanto, em nossas condições climáticas, só é possível fazer uma produção orgânica sob um abrigo de cultivo, cuja principal função é de um guarda-chuva — afirma o pesquisador.

Ele conta que a tecnologia utilizada nesse sistema é praticamente a mesma de um sistema convencional no que diz respeito às variedades, espaçamento e nutrição. No entanto, tudo isso deve ser feito em um ambiente propício à planta, o que é proporcionado pelo abrigo de cultivo.

— Ao aplicar os conhecimentos agronômicos adequados, estaremos utilizando um sistema correto de produção, não sendo necessário o uso de produtos químicos. O problema é que nos desviamos desses princípios para atender a demandas comerciais de vendedores de produtos químicos, fazendo assim uma agricultura errônea — conta.

Rebelo diz que o sistema orgânico produz plantas de qualidade, sem risco de envenenamento para o consumidor. Além disso, o agricultor pode usufruir de conforto durante a produção, pois trabalha em um ambiente protegido de chuvas e de solos encharcados.

— Ele pode ainda negociar e ter garantia de que vai produzir, além de beneficiar o ambiente que não sofre com as agressões de produtos químicos exagerados — completa. 

Ele explica que as pessoas tendem a dizer que o sistema orgânico de produção é mais caro e que produz alimentos menos apresentáveis. Para ele, essa é uma tentativa de cobrar mais caro.

— Digo com toda a certeza que o custo de produção em um sistema orgânico é mais baixo do que em um sistema convencional, além de produzir alimentos mais vistosos que o sistema convencional. Esse sistema é perfeito e faz com que a planta expresse todo o seu potencial produtivo — garante.

O pesquisador acrescenta que o sistema orgânico precisa de conhecimento científico para produzir bem, é mais barato que o sistema convencional, oferece produtos de melhor qualidade e saúde para quem produz e consome.

Irrigação com água da chuva

A água é o insumo mais importante na produção de hortaliças. Por isso, para o entrevistado, ela deve ter a qualidade próxima à potabilidade. É importante, portanto, que o produtor tenha o cuidado de não veicular metais pesados de águas contaminadas ou ainda patógenos, como fungos e micróbios. Nesse caso, ele deve coletar a água da chuva para a irrigação da lavoura.

— Nossas fontes de água em torno das produções de hortaliças não possuem tal qualidade. Já quando o produtor tem certeza da qualidade da água, não há necessidade de fazer a coleta da água da chuva. Ao coletar água da chuva, o produtor deve ter o cuidado de estocar essa água para que ela atenda à sua plantação por, pelo menos, 30 dias de eventual seca, dependendo do ciclo da planta — orienta.

Rebelo acrescenta ainda que a irrigação por gotejamento é a forma mais econômica e mais inteligente de se aplicar água nas plantas. De acordo com ele, o sistema de irrigação por água da chuva é muito econômico, sobretudo quando aliado ao sistema de gotejamento, que não desperdiça água.

Para mais informações, basta entrar em contato com a Epagri através do número (48) 3239-5500.


 

Reportagem exclusiva originalmente publicada em 26/10/2011

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Fabrício de Carvalho Honório
27/10/2011 - 10:43
Bom dia!
Sou um entusiasta da agricultura orgÔnica, desde 1983, quando fiz um curso na ßrea, quando ainda era estudante de agronomia na UFG.
O que vejo de duvidoso nesse tipo de notÝcia, e que poucos (ou ninguÚm) comentam, Ú sobre o impacto ambiental.
Ora, Ú fßcil constatar que o produto orgÔnico tem custo menor - ¾bvio! Menos insumos, menor custo. A justificativa do preþo alto Ú a velha lei da oferta x demanda, mas tambÚm existe outro fator econ¶mico em jogo: o produtor rural precisa ter lucro e na agricultura nÒo se escapa de outra lei: a escala de produþÒo Ú necessßria para cobrir os custos de produþÒo.
Fßcil constatar que nÒo usando os insumos da agricultura tradicional, a produtividade Ú menor - pelo menos Ú que temos no atual avanþo tecnol¾gico disponÝvel para os orgÔnicos.
Se temos uma menor produtividade, necessßrio termos maiores preþos para cobrir o custo de produþÒo.
EntÒo, amigos, precisamos refletir que o preþo Ú maior porque a produtividade Ú menor!
Matemßtica pura.
Repito, nÒo sou contra os orgÔnicos!
O que quero refletir, e agora convido todos, Ú sobre a sustentabilidade do sistema. Digamos que utopicamente resolvamos adotar s¾ os orgÔnicos no Brasil - com boa vontade, s¾ para as hortaliþas, frutas, arroz e feijÒo. Isso resultaria numa maior demanda por terras! Ou seja, por um lado nÒo diminuiria a responsabilidade do produtor rural OFERECER alimentos para a DEMANDA gerada pela SOCIEDADE, sem comprometer os recursos naturais jß tÒo combalidos.
Por outro lado geraria uma necessidade de ocupaþÒo de ßreas com agricultura, pois a produtividade dos orgÔnicos AINDA Ú baixa.
Nesse sentido, pensando em contribuir positivamente, Ú preciso cobrar da pesquisa p·blica e privada, maiores investimentos em desenvolvimento de tecnologias de produþÒo de orgÔnicos que permitam maiores produtividades, mitigando assim o problema de demanda por ßreas agricultßveis.
Quem Ú que banca a pesquisa no nosso paÝs...hummm...vamos deixar de hipocrisia e lembrar que sÒo as multinacionais de agroquÝmicos e fertilizantes, um oligop¾lio mundial!
Esse oligop¾lio tambÚm investiu pesadamente na pesquisa genÚtica e sementes, principalmente depois que a Monsanto abriu a boca com os primeiros transgÛnicos RR.
Falar a verdade Ú dolorido, mas extremanente necessßrio.
Cartas na mesa. Comentem!

Inocêncio Candido Borges Neto
28/10/2011 - 14:39
Na realidade, a ilusÒo de um mundo totalmente equilibrado nÒo deve ser pregado, atravÚs da agricultura orgÔnica, com o pretexto de que o produto orgÔnico tem menor custo e, portanto, maior lucro para o produtor e com preþo menor para o consumidor.
A sustentabilidade, em todas as cadeias produtivas, deve ser viabilizada e submetida a todas a leis, naturais e dos homens, nacionais e intenacionais, na busca do equilÝbrio social, econ¶mico e ambiental.
A agricultura nÒo produz somente alimentos; produz tambÚm matÚria prima para medicamentos, que tem rigoroso controle e acompanhamento tÚcnico especializado. O produtor rural, no caso de ser possÝvel produzir algo sem o uso de qualquer insumo moderno, com toda certeza optaria pelo fornecimento ao mercado de medicamentos ou de essÛncias, onde o produto orgÔnico teria um valor agregado superior.
Portanto, mesmo para a agricultura familiar, que estß sempre submetida aos contracensos do mercado da oferta e procura, tem no lucro a viabilizaþÒo do seu neg¾cio, a perenizaþÒo da vida no campo e do ambiente natural onde reside e alimenta sua pr¾pria famÝlia.

Carmo Spies
28/10/2011 - 15:51
A questÒo quando colocada na mesa sempre vira polemica porque tem entendimentos diferentes sobre o tema. NÒo podemos esquecer no entanto, que a lei da oferta e procura continua vigorando e que ninguÚm consegue sustentar qualquer atividade se nÒo tiver retorno. Portanto, ainda nÒo temos outra forma melhor de ter oferta de produtos a nÒo ser pela atratividade de um preþo lucrativo. + claro que temos que tender sempre ao equilÝbrio em todos os sentidos.

Fernando Faria
31/10/2011 - 09:08
Bom dia!
Assustei ao ver a declaraþÒo do entrevistado quando diz ser o sistema ôperfeitoö.
Numa parte dessa entrevista quando trata da condiþÒo da qualidade da ßgua, deixa claro que o cultivo da olericultura necessidade de ßgua com ausÛncia de contaminantes. Porem, essa atividade submete os corpos dÆßgua a um risco muito grande. O custo ambiental dessa atividade pode ser maior que da agricultura convencional.
Sou da opiniÒo que a agricultura orgÔnica estß longe de tal perfeiþÒo, uma vez que oferece risco ambiental nas mesmas proporþ§es da agricultura convencional, exigindo um controle muito maior do risco da contaminaþÒo dos corpos d ßgua.
O que Ú inegßvel Ú o excelente retorno econ¶mico que a atividade proporciona. Basta observar o que diz o pr¾prio entrevistado sobre o custo de produþÒo e comparar com o valor do produto na g¶ndola do supermercado.
Isso N+O Ú SUSTENTABILIDADE.
Cabe observar tambÚm que nÒo hß assistÛncia tÚcnica de qualidade e pesquisas suficientes que transformem essa atividade em expressÒo no fornecimento de alimentos frente Ó demanda que o mercado.
A agricultura orgÔnica pelos preþos que pratica, estß na contramÒo da realidade que anuncia dÚficits alimentares proporcionado pela elevaþÒo dos preþos dos produtos.

abel nunes
03/01/2012 - 10:31
voc-s estÒo todos desatualizados os produtos organicos Ú uma nova realidade do mercado brasileiro,os tempos mudaram,as pessoas ganham mais o consumo aumentou tudo isso Ú fato,mas uma coisa Ú certa os produtos organicos Ú para o mercado exterior,quem visar esse produto no brasil nÒo vai ter tanto lucro.pois o brasileiro nÒo tem condiþ§es financeiras para consumir esses produtos.

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