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     02/04/2026            
 
 
    
 
O Estado de Sergipe forma o segundo maior polo citrícola da região Nordeste, atrás apenas da Bahia. A citricultura é uma das atividades agrícolas mais importantes de Sergipe, sobretudo na região Centro-Sul, que engloba os municípios de Arauá, Boquim, Cristinápolis, Estância, Indiaroba, Itabaianinha, Itaporanga D’Ajuda, Lagarto, Pedrinhas, Riachão do Dantas, Salgado, Santa Luzia do Itanhy, Tomar do Geru, e Umbaúba. Sergipe possui uma área plantada de cerca de 53.000 hectares de citros (laranja e limão), com uma produção superior a 790.000 toneladas e rendimento médio de 14,76 toneladas por hectare. Apesar da posição de destaque, muitos citricultores têm abandonado a atividade em virtude de diversos problemas, dentre eles as pragas.
 
Diversas pragas atacam cultivos de citros em Sergipe, dentre as quais o ácaro-da-falsa-ferrugem (Phyllocoptruta oleivora), a larva-minadora (Phyllocnistis citrella) e as cochonilhas ortézia (Orthezia praelonga) e escama-farinha (Unaspis citri). O ácaro-da-falsa-ferrugem é considerado a principal praga de citros em Sergipe, causando danos consideráveis principalmente à qualidade da produção. Os frutos adquirem coloração enferrujada quando atacados precocemente ou bronzeada quando infestados tardiamente (Figura 1a). 
 
Adicionalmente às mudanças na aparência dos frutos, o ataque intenso do ácaro-da-falsa-ferrugem provoca um aumento da perda d’água, queda prematura, redução no peso e conteúdo de suco de frutos atacados. A larva-minadora ataca as folhas formando galerias com formato de serpentina e reduzindo a capacidade fotossintética, causando queda de folhas e redução de produtividade (Figura 1b). As galerias abertas pelas larvas servem, ainda, como porta de entrada de doenças. O ataque da cochonilha ortézia causa desfolha e consequentemente o enfraquecimento e redução da capacidade produtiva das plantas (Figura 1c). A cochonilha escama-farinha ataca a casca do tronco e ramos podendo eventualmente causar rachaduras e enfraquecimento das plantas sob infestação severa (Figura 1d).
 
A Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) e a Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA), em parceria com a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe – Emdagro, estão pesquisando novas cultivares copa e porta-enxerto de citros para o Estado de Sergipe. Uma das ações deste projeto é a avaliação da susceptibilidade de combinações de cultivares copa e porta-enxerto ao ácaro-da-falsa-ferrugem, à larva-minadora e às cochonilhas ortézia e escama-farinha, haja vista que diferentes cultivares podem responder de forma específica ao ataque dessas pragas. As avaliações estão sendo conduzidas no campo experimental da Embrapa Tabuleiros Costeiros em Umbaúba - SE (Figura 2) e se baseiam na comparação da população das pragas em diferentes combinações de cultivares copa e porta-enxerto ao longo do tempo.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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