dia de campo

a
Esqueceu a senha?
Quero me cadastrar
     19/06/2026            
 
 
    
Soja    
Manejo correto de inseticida evita custo excessivo
Identificação de espécie da praga e realização de amostragens são métodos indicados para combate na sojicultura
Ouça a entrevista Comente esta notícia Envie a um amigo Aponte Erros Imprimir  
Kamila Pitombeira
01/04/2015

Percevejos e lagartas são algumas das preocupações que afligem o produtor de soja. Elas são as principais pragas do período reprodutivo e podem causar danos irreparáveis caso não sejam combatidas adequadamente. Uma das medidas que costuma ser tomada é a aplicação do inseticida junto com o fungicida, mesmo quando não necessária, na esperança de uma possível prevenção. Nesse caso, além de o controle se tornar ineficiente, o produtor ainda aumenta seu custo de produção. Portanto, para realizar o controle adequado dessas pragas, nada melhor que a informação. Para isso, a identificação da espécie, assim como a realização de amostragens pode trazer bons resultados sem investimentos desnecessários.

— Estamos no período reprodutivo da soja. As principais pragas que ocorrem nesse período estão dentro do complexo de percevejos que atacam a vagem. Entre eles, a espécie predominante é o percevejo marrom. Além deles, que atacam sugando diretamente a semente, existem ainda algumas lagartas, principalmente as lagartas mede-palmo e as lagartas das vagens — conta Adeney Bueno, pesquisador da Embrapa Soja.

No período reprodutivo, especificamente, surge mais uma dificuldade: o molhamento. Como diz o pesquisador, fica mais difícil fazer um bom molhamento da planta na hora da aplicação de inseticidas, já que está bem fechada e com porte desenvolvido nessa etapa.
 
— É importante dizer que é de suma importância que o controle de pragas na soja seja feito no momento correto para obter sucesso, tanto no caso de percevejos quanto lagartas. Infelizmente, isso muitas vezes não é feito. Isso porque, no período reprodutivo, o produtor costuma fazer aplicações de fungicidas para o controle de doenças da soja — conta o entrevistado.

Para ele, muitas vezes o agricultor aproveita essa operação agrícola e adiciona o inseticida para controle dessas pragas, na maior parte dos casos, pensando em prevenir que elas ocorram. No entanto, aplicar inseticida quando a população ainda é baixa não traz bons resultados. Então, é importante que o produtor faça um monitoramento para obter um diagnóstico e, a partir daí, tomar a decisão sobre qual inseticida aplicar e em que dose aplicar.

— Ao fazer a amostragem no caso do percevejo, ele deve controlar se a população for de dois percevejos ou mais por metro.  Já no caso da lagarta, a planta da soja tolera 30% de perda de área foliar no período vegetativo e 15% no período reprodutivo. Portanto, não há porque aplicar inseticidas em casos de desfolhas menores — orienta.

Bueno acrescenta que outro fator importante é a identificação da espécie da praga. Isso porque as ações recomendadas para cada tipo de praga são diferentes. Além disso, a dose do inseticida também varia de uma praga para outra.

— O controle inadequado, como o uso do inseticida na carona do fungicida sem a avaliação da quantidade de pragas, faz com que o produtor tenha que aplicar mais vezes. Apesar disso, há uma menor eficiência no manejo de pragas, o que aumenta o custo de produção — garante o pesquisador.
 
Além disso, devemos ressaltar ainda o fato da responsabilidade em relação à preservação ambiental.  Quanto mais se usa o inseticida, mais riscos são oferecidos ao meio ambiente, como acrescenta o entrevistado.

— Esse ano, especificamente, tem tido menor incidência de chuvas e temperaturas mais altas. Essas são condições climáticas propícias para o aumento de pragas. Portanto, o produtor deve ficar mais atento. Nesse caso, o método de amostragem mais indicado e mais confiável é o pano de batida — conclui ele.

Para mais informações, basta entrar em contato com a Embrapa Soja através do número (43) 3371-6000.

Reportagem exclusiva originalmente publicada em 19/01/2012

Clique aqui, ouça a íntegra da entrevista concedida com exclusividade ao Jornal Dia de Campo e saiba mais detalhes da tecnologia.
Aviso Legal
Para fins comerciais e/ou profissionais, em sendo citados os devidos créditos de autoria do material e do Jornal Dia de Campo como fonte original, com remissão para o site do veículo: www.diadecampo.com.br, não há objeção à reprodução total ou parcial de nossos conteúdos em qualquer tipo de mídia. A não observância integral desses critérios, todavia, implica na violação de direitos autorais, conforme Lei Nº 9610, de 19 de fevereiro de 1998, incorrendo em danos morais aos autores.
EberAntonioPaganotto
19/01/2012 - 16:02
mto boa a matÚria sobre pragas. realmnete, produtor faz 5 aplicaþ§es de inseticidas 3 aplicaþ§es seriam suficiente. profissionalizar o produtor quanto ao uso pano de batida, Ú o caminho.

rogerio martins da silva
20/01/2012 - 22:28
na minha opiniao o percevejo Ú a principal praga da cultura da soja tem que ser controlado desde a desecaþao com mais duas aplicaþoes no ciclo da soja

Para comentar
esta matéria
clique aqui
2 comentários

Conteúdos Relacionados à: Manejo
Palavras-chave

 
11/03/2019
Expodireto Cotrijal 2019
Não-Me-Toque - RS
08/04/2019
Tecnoshow Comigo 2019
Rio Verde - GO
09/04/2019
Simpósio Nacional da Agricultura Digital
Piracicaba - SP
29/04/2019
Agrishow 2019
Ribeirão Preto - SP
14/05/2019
AgroBrasília - Feira Internacional dos Cerrados
Brasília - DF
15/05/2019
Expocafé 2019
Três Pontas - MG
16/07/2019
Minas Láctea 2019
Juiz de Fora


 
 
Palavra-chave
Busca Avançada