dia de campo

a
Esqueceu a senha?
Quero me cadastrar
     15/06/2026            
 
 
    
Notícias
No final, o citricultor paga
A citricultura brasileira se destaca na produção mundial, superando de longe os principais países produtores
Comente esta notícia Envie a um amigo Aponte Erros Imprimir  
DCI
08/02/2012

A citricultura brasileira se destaca na produção mundial, superando de longe os principais países produtores. No entanto, convive com problemas sérios de pragas que se tornam mais resistentes a cada temporada, e, se isso não bastasse, ganham, periodicamente, a companhia de outras doenças. Foi assim com a Morte Súbita do Citro (MSC), que tira o sono do citricultor por apresentar sintomas apenas quando a planta já está condenada; e mais recentemente tivemos o greening, tido como a pior praga que a citricultura já enfrentou.

Mas as antigas doenças continuam fazendo grandes estragos nos talhões dos laranjais, principalmente em São Paulo. A pinta-preta, que ganhou recentemente destaque devido à proibição, pelos Estados Unidos, do fungicida carbendazim, atinge nossa produção e prejudica a produtividade. Por isso as pulverizações, há 20 anos, com o pesticida.

E nesse período todo os norte-americanos, os maiores clientes de nosso suco concentrado de laranja, consumiram o produto sem reclamar ou apresentar problemas de saúde. Mas os pesquisadores estadunidenses, depois de exaustivas análises, chegaram à conclusão - e o governo local acatou- de que era preciso abolir o carbendazim. Ao contrário do que chegaram a afirmar produtores de laranja e a indústria, a presença do fungicida nas amostras simplesmente inviabiliza a comercialização do suco concentrado nos Estados Unidos.

Foram abertas duas frentes. A primeira, capitaneada pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), sediado em Araraquara, chegou à conclusão de que é preferível fazer o combate ao fungo com outros produtos, disponíveis no mercado, do que tentar brigar com a fiscalização dos EUA. Até porque o consumidor norte-americano é extremamente sensível às notícias de que determinado produto pode trazer problemas de saúde, e simplesmente deixa de consumi-lo.

Já a indústria, com estoques elevados, optou por deixar de enviar suco concentrado e está embarcado o produto pronto para consumo, já hidratado, que apresenta níveis de carbendazim bem abaixo do permitido pelas autoridades estadunidenses. No entanto, no final, quem pagará a conta será o citricultor. Até porque a alternativa de fungicida é pelo menos 30% mais cara que o carbendazim.

Aviso Legal
Para fins comerciais e/ou profissionais, em sendo citados os devidos créditos de autoria do material e do Jornal Dia de Campo como fonte original, com remissão para o site do veículo: www.diadecampo.com.br, não há objeção à reprodução total ou parcial de nossos conteúdos em qualquer tipo de mídia. A não observância integral desses critérios, todavia, implica na violação de direitos autorais, conforme Lei Nº 9610, de 19 de fevereiro de 1998, incorrendo em danos morais aos autores.
Ainda não existem comentários para esta matéria.
Para comentar
esta matéria
clique aqui
sem comentários

Conteúdos Relacionados à: BRASIL
Palavras-chave

 
11/03/2019
Expodireto Cotrijal 2019
Não-Me-Toque - RS
08/04/2019
Tecnoshow Comigo 2019
Rio Verde - GO
09/04/2019
Simpósio Nacional da Agricultura Digital
Piracicaba - SP
29/04/2019
Agrishow 2019
Ribeirão Preto - SP
14/05/2019
AgroBrasília - Feira Internacional dos Cerrados
Brasília - DF
15/05/2019
Expocafé 2019
Três Pontas - MG
16/07/2019
Minas Láctea 2019
Juiz de Fora


 
 
Palavra-chave
Busca Avançada