O programa Balde Cheio no MT é uma parceria entre a EMBRAPA, SEBRAE e parceiros locais. O programa tem se apresentado de forma bastante promissora e esta estruturado de forma diferenciada, do que se apresenta em outros estados.
Baseado na boa metodologia desenvolvida pela EMBRAPA, a coordenação do SEBRAE no estado cuidou de selecionar parceiros locais que tivessem ligações com a comercialização (principalmente cooperativas). Isso assegura que o aumento da produção terá seu escoamento garantido.
Alem do suporte técnico dado pelo parceiro local, o SEBRAE investiu na supervisão dos trabalhos, organizando um sistema de gerenciamento que envolve um painel de controle (com resultados mensuráveis em inovação, sustentabilidade e mercado), apoio aos técnicos de campo, desenvolvimento de novas ferramentas de relacionamento e grande compartilhamento das informações.
Isso acaba por criar um ambiente de extrema colaboração e motivação. È muito importante para o sucesso do programa que todos os envolvidos no estado tenham um norte em comum e possam acompanhar os resultados passo a passo, pois o numero de pessoas envolvidas é muito grande.
Alguns problemas detectados desde a implantação que foram tratados de forma criativa em MT:
O produtor gosta do programa, mas se assusta com as obrigações;
Os parceiros as vezes não cumprem os acordos de assistência técnica;
O produtor as vezes não respeita o técnico local;
O técnico local as vezes não foi preparado para o relacionamento pessoal que deve desenvolver com o produtor (andragogia);
Faltam técnicas administrativas ao técnico;
Falta orientação na captação e divulgação de resultados entre os parceiros;
Falta ferramenta de divulgação de resultados para a sociedade.
Algumas lições acumuladas na experiência do MT:
Sem supervisão regional os técnicos se desmotivam com o tempo;
É preciso momentos de avaliação freqüentes na coordenação estadual para correção de rota;
Sem estabelecer um vinculo emocional entre o técnico e o produtor não se constroi a adesão;
O produtor não entende, a principio, a necessidade da maior parte dos controle exigidos. A fixação de um quadro de pendências na propriedade ajuda nessa visualização;
O produtor tem que ser visto no seu contexto social, ou seja, ele é proprietário (e não funcionário), ele tem uma família que influencia nas suas decisões, ele tem vizinhos e funcionários. É preciso ajudá-lo a mostrar ao céu ciclo imediato que a decisão de entrar no programa é acertada;
É muito importante definir uma missão para o programa. No MT ela foi definida assim: Viabilizar a produção leiteira, gerando renda, através de transferência de tecnologia, promovendo a sustentabilidade e permanência do homem no campo.
No Mato Grosso estamos agregando o calculo da produção de equilíbrio (numero de litros de leite ao dia para pagar as contas) como ferramenta de visualização de metas. Também esta se trabalhando com metas de propriedades assistidas para o ano, para focar os esforços dos envolvidos.
Para que essas metas sejam alcançadas, são feitas reuniões periódicas com os técnicos para que a coordenação estadual execute seu papel de facilitadora, atuando nos gargalos que afetam os técnicos.
Foi produzido um Manual de Atendimento, para o técnicos, um painel de controle via site na web e agora um curso introdutório para o produtor. Em parceria com a COMAJUL esta sendo desenvolvido um programa de reestruturação do próprio departamento técnico.
Enfim, o programa parece ter um futuro promissor no estado. Se a idéia de concentrar esforços em uma propriedade (propriedade oficial) para gerar o exemplo que provoque mudança já era um modelo a ser copiado para outras cadeias do agronegócio, as melhorias e inovações que estão sendo feitas no MT vão contribuir para tornar o programa Balde Cheio ainda mais eficiente, também para os demais estados.
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