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Pesquisas mostram que cafeicultura pode avançar no Semiárido
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Ascom Epamig
14/05/2012

A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) realiza na próxima terça-feira (15), em Mocambinho (Jaíba/Norte de Minas) o 1º Encontro Técnico da Cafeicultura Irrigada do Semiárido de Minas Gerais. O evento vai destacar os resultados das pesquisas sobre o cultivo de café no Perímetro Irrigado do Jaíba desenvolvidas pela EPAMIG desde 2008.

O extensionista da Emater-MG/Projeto Jaíba Idelmar Pereira da Silva apresentará a palestra “Realidade da cafeicultura no perímetro irrigado do Jaíba”. O pesquisador da EPAMIG Sul de Minas Gladyston Rodrigues de Carvalho falará sobre os cuidados na colheita e pós-colheita do café. A pesquisadora Vânia Aparecida Silva, também da EPAMIG Sul de Minas, abordará os benefícios do cultivo intercalar em lavouras de café. Segundo a pesquisadora o plantio de outras culturas entre os cafeeiros é uma forma de otimizar a área irrigada possibilitando novas formas de renda para o produtor. “A palestra abordará a viabilidade técnica e econômica de diferentes sistemas de cultivo de milho, feijão, mamão e abacaxi intercalares ao cafeeiro”, afirma.

Os participantes do Encontro Técnico conhecerão em campo os experimentos com café na Fazenda de Mocambinho, mantidos pela EPAMIG em parceria com a Emater-MG e a Universidade Federal de Lavras (Ufla), com recursos do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), do Conselho de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e do Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café (CBP&D/Café).

O 1º Encontro Técnico da Cafeicultura Irrigada do Semiárido de Minas Gerais acontece na Fazenda Experimental de Mocambinho/EPAMIG – Praça Cepti 1, Zona Rural e  terá início às 8h. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no dia do evento. Outras informações pelo telefone (38) 3833-4137.

Cafeicultura na região do Semiárido - Aspectos são positivos, mas são necessários cuidados


A pesquisadora Vânia Silva explica que a cafeicultura no Norte de Minas Gerais é uma atividade recente. “Os primeiros plantios realizados há menos de 20 anos estão concentrados no perímetro irrigado no entorno do Rio São Francisco e apresentam boas perspectivas para tornar a região uma nova zona cafeeira do Estado”, afirma.

Os experimentos iniciados pela EPAMIG em 2008 utilizam as variedades Canephora e Arábica. “Não existem informações conclusivas sobre as cultivares recomendadas para região. Entretanto, no perímetro irrigado, existem experiências de plantio de arábica produzindo 60 sacas por hectare, o que deixa os produtores animados”, informa Vânia.

De acordo com a pesquisadora o cultivo de café na região do Semiárido tem apresentado resultados positivos e consiste em uma boa opção para os produtores locais. “O clima semiárido da região não tem sido limitante, pois a variabilidade temporal e espacial da precipitação atmosférica (fenômeno pelo qual a nebulosidade atmosférica se transforma em água, formando o orvalho, a neve, o granizo e a chuva) tem sido superada pelo uso da irrigação. A cafeicultura tem apresentado vantagens, como o crescimento constante das plantas, aliado à facilidade na mecanização, ausência de geadas e custo menor das terras. Nas condições locais o processo de secagem e beneficiamento é favorecido pela baixa probabilidade de ocorrência de chuvas durante a colheita e pelas temperaturas adequadas para a secagem. O clima da região também é desfavorável à ferrugem do cafeeiro, a principal doença em regiões tradicionais de cultivo”, explica.

Já o pesquisador da EPAMIG Sul de Minas Júlio César de Souza faz um alerta. Segundo ele, o clima semiárido é favorável para a proliferação de outra praga: o bicho-mineiro. “As altas temperaturas e a baixa umidade relativa do ar favorecem a infestação. Para que o cafeeiro tenha uma boa adaptação na região, é imprescindível o controle do bicho-mineiro, evitando desfolhas drásticas”, diz Júlio César.

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