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Nutrição  
Ação dos Lactobacillus na alimentação em suínos
A microbiota normal e em equilíbrio no trato gastrointestinal atua como uma barreira defesiva ao animal
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Gonzalo Graña e Maria Thereza Bartolomei
18/05/2012

Dentre as possíveis causas de perdas sanitárias e econômicas de leitões, pode-se citar o complexo de enfermidades digestivas que afeta animais lactentes e logo após o desmame. Clinicamente, ocorre diarreia ou morte súbita, com perda de leitões; diminuição de peso, prejuízo na conversão alimentar e refugagem (Borowski et al., 2004).

Segundo Belisário (2003), as variações de consumo de ração pré-desmame que ocorrem são  influenciadas pela quantidade de leite produzido pela porca, pela qualidade da ração, pelo manejo e pelo espaço nos comedouros.

Em condições normais, Robinson, Whipp e Bucklin, avaliaram o balanço de bactérias benéficas e patogênicas no epitélio intestinal de suínos, sendo encontradas L. acidophilus (11,9%), Streptocuccus faecium (54,4%) e E. coli (menos de 1%). Entretanto, com a ocorrência de desordens intestinais, houve redução de Streptocuccus faecium para 6%, o que resultou em aumento da E. coli para 14%. Este caso pode ter ocorrido, provavelmente, pela baixa e inadequada proporção de microrganismos de probióticos na ração e consequentemente no trato digestório.

A ocorrência de diarreia em leitões recém desmamados é causada, principalmente, por cepas de E. coli K88, com propriedades para fixar-se e produzir toxinas no trato digestório. A redução da diarreia nos leitões alimentados com probióticos à base de L. acidophilus pode ser devida à exclusão competitiva e ao antagonismo direto, acionados pelos microrganismos sobre a microbiota patogênica intestinal.
Assim sendo, a microbiota normal e em equilíbrio no trato gastrointestinal atua como uma barreira defensiva ao animal, impedindo a fixação de patógenos. Condições de desequilíbrio microbiano com estresse, troca de alimentação e transporte podem criar um ambiente favorável à fixação de microrganismos patogênicos.

A administração de probióticos logo após o nascimento deve-se ao fato de que, ao nascer, o trato gastrointestinal do leitão é estéril, havendo dentro de poucas horas após a exposição ao ambiente o desenvolvimento de uma abundante população microbiana. Segundo Radecki e Yokoyama (1991), E. coli e espécies de Streptococcus e Clostridium proliferam com baixo desenvolvimento de lactobacilos, pois não há secreção de ácido clorídrico nas primeiras horas de vida. Com a colonização do trato intestinal por Lactobacillus e acidificação proporcionada por esses microrganismos, há maior proteção contra a penetração de patógenos sensíveis ao meio ácido, promovendo uma rápida estabilização da microbiota normal. Observou-se em um experimento, que os animais que receberam diariamente um leite fermentado contendo um pool de Lactobacillus obtiveram numericamente menor contagem de Clostridium e coliformes e proporcionalmente maior número de Lactobacillus em relação aos animais dos demais tratamentos, constatando-se, provavelmente, o mecanismo de exclusão competitiva.

Por sua vez, Jonsson e Conway (1992) constataram aumento nas contagens de Enterococcus com a administração de Lactobacillus acidophilus. Os autores verificaram ainda diminuição do número de coliformes e aumento da microbiota lática, como resultado do consumo de probiótico.

Lei a primeira parte do artigo: http://www.diadecampo.com.br/zpublisher/materias/Materia.asp?id=26468&secao=Artigos%20Especiais

Confira na próxima semana a ação dos Lactobacillus em aves

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