dia de campo

a
Esqueceu a senha?
Quero me cadastrar
     31/03/2026            
 
 
    

Quando poderíamos pensar que há 42 anos, nos longínquos anos 70, nem se pensava em dizer que poderíamos produzir no Mato Grosso, na região Centro-Oeste, por exemplo. No passado tínhamos incentivo do governo para desmatar, hoje temos programas de redução de emissão de carbono e preservação de reservas legais (estes ainda por vir) onde o plantio direto auxilia na redução de emissões de carbono na atmosfera.

Como poderíamos imaginar que no passado, se gastava 5.000 litros de água para produzir 1 quilo de arroz e hoje se gasta no máximo 1.000 litros de água? Será que ainda podemos ser questionados que o Brasil não tem tecnologia? Ou será que devemos melhorar nossa comunicação e ficarmos mais próximos das cidades? Essa é uma pergunta feita todos os dias por amigos em reuniões e conversas. Será que não teríamos uma resposta para este antagonismo entre campo e cidades?

Pois lhes digo: o marketing agro precisa melhorar muito, sua comunicação com nossos “agrocidadãos”. Investimentos são necessários, a dicotomia entre fábrica ou produtor com cliente ou urbanóide definitivamente precisa acabar. Mas o que essa dicotomia gera para agricultura? Desconfiança do cidadão dos grandes centros, que os produtos do campo não têm qualidade, que o produtor rural somente reclama da falta de recurso, a famosa "choradeira".

Acredito fielmente que podemos dar um salto em conhecimento e marketing para aproximar fornecedor e cliente: esse é nosso desafio. As porteiras para o Brasil estão abertas. Em 2011 as exportações brasileiras alcançaram US$ 94,6 bilhões, se não existíssemos, o Brasil teria um déficit de pelo menos US$ 50 bilhões em sua balança comercial. O fato é notório, o agro ajuda, e muito a carregar o país, tanto do ponto de vista econômico, como do ponto de vista de preservação ambiental.

Temos erros? Claro, é evidente. Estamos em busca de melhorias? Sempre, nossos agricultores nunca desistem, são heróis. Mas não podemos perder as oportunidades, exportamos para mais de 190 países e podemos crescer ainda mais. No entanto, nem tudo é festa, temos problemas crônicos como logística, governança, falta de atenção do governo para agro, um ministério que foi forte e hoje passa por dificuldades.

O produtor precisa de recursos, mas ao mesmo tempo precisa de tecnologia de ponta. Não podemos ficar para trás de nossos concorrentes, a burocracia é inimiga dos países em desenvolvimento. Enfim, as porteiras ainda estão abertas, para não dizer escancaradas. Que nós saibamos aproveitá-las com muita sabedoria. Novos desafios virão para fechá-las, necessitamos ser vorazes e audaciosos, pois o melhor ainda está por vir.

Aviso Legal
Para fins comerciais e/ou profissionais, em sendo citados os devidos créditos de autoria do material e do Jornal Dia de Campo como fonte original, com remissão para o site do veículo: www.diadecampo.com.br, não há objeção à reprodução total ou parcial de nossos conteúdos em qualquer tipo de mídia. A não observância integral desses critérios, todavia, implica na violação de direitos autorais, conforme Lei Nº 9610, de 19 de fevereiro de 1998, incorrendo em danos morais aos autores.
Ainda não existem comentários para esta matéria.
Para comentar
esta matéria
clique aqui
sem comentários

Conteúdos Relacionados à: Agronegócio
Palavras-chave

 
11/03/2019
Expodireto Cotrijal 2019
Não-Me-Toque - RS
08/04/2019
Tecnoshow Comigo 2019
Rio Verde - GO
09/04/2019
Simpósio Nacional da Agricultura Digital
Piracicaba - SP
29/04/2019
Agrishow 2019
Ribeirão Preto - SP
14/05/2019
AgroBrasília - Feira Internacional dos Cerrados
Brasília - DF
15/05/2019
Expocafé 2019
Três Pontas - MG
16/07/2019
Minas Láctea 2019
Juiz de Fora


 
 
Palavra-chave
Busca Avançada