dia de campo

a
Esqueceu a senha?
Quero me cadastrar
     31/03/2026            
 
 
    

Em julho, o carnaval foi notícia nas lidas do marketing rural. O setor de proteção de cultivos da Basf anunciou o patrocínio da Escola de Samba Unidos da Vila Isabel, para o carnaval de 2013. Com o tema “A Vila canta o Brasil celeiro do mundo – água no feijão que chegou mais um”, a Escola mostrará no desfile a importância da agricultura brasileira, dando ênfase ao seu potencial para responder à crescente demanda mundial por alimentos e energia.

Agricultura no espetáculo da Sapucaí: informação, alegria, sensualidade e persuasão brotando da avenida – e se o samba for bom e os deuses globais da audiência forem generosos, pode estar aí a trilha sonora do agronegócio em 2013, nas mentes e percepções urbanas.

Não é a primeira vez que uma marca privada – de produto ou corporativa – promove a valorização do campo ou seus mercados, obtendo reforço de goodwill junto a seus públicos.

Nada mais justo e inteligente, já que os tempos são de volatilidade de valores.

No marketing urbano, o uso desse tipo de estratégia nos investimentos de marca é bem mais intensivo.  No mercado rural, isso quase virou moda nas décadas dos anos 80 e 90, sendo inclusive fator que contribuiu bastante para o entendimento e legitimação social da profunda modernização ocorrida no campo, junto às camadas urbanas daquela época.

Uma das primeiras marcas a investir pesado nessa estratégia foi a Agroceres, com premiadas campanhas como “Fique de Olho no Milho” e “Administre, é assim que se ganha”.  E a ela seguiram-se outros pesos pesados do setor de inputs para a agricultura, como Massey, Manah, Copas, Bamerindus e Bung – só para ficar entre os projetos de maior expressão.

Atualmente, o marketing rural bem que podia olhar com mais atenção essas estratégias sociais de marcas corporativas. Seja devido à alta volatilidade dos valores nos mercados, seja devido à grande segmentação da demanda, no dentro e pós-porteira. Afinal, fragmentação de mercados rima muito bem com consistência e unidade de percepção.

O exemplo está aí: não faz tanto tempo assim vimos marcantes projetos de comunicação do campo com a sociedade, assinados por banco, indústria de alimentos, agroquímica e cooperativa. A seu tempo e a seu modo, eles aquecem os negócios das marcas anunciantes e blindam melhor o agronegócio perante as pressões da sociedade.

Mas comunicação forte tem que ser humanista no conceito e calar fundo no coração. A campanha America’s Farm Families, assinada pela Monsanto, invadiu o campo e as cidades norte-americanas, explorando um ovo de Colombo: mostrou que a família rural e a família urbana são uma coisa só e, juntas, levam adiante a nação. Um banho de criação publicitária, de posicionamento emocional de marca e de marketing social do agronegócio.

Aviso Legal
Para fins comerciais e/ou profissionais, em sendo citados os devidos créditos de autoria do material e do Jornal Dia de Campo como fonte original, com remissão para o site do veículo: www.diadecampo.com.br, não há objeção à reprodução total ou parcial de nossos conteúdos em qualquer tipo de mídia. A não observância integral desses critérios, todavia, implica na violação de direitos autorais, conforme Lei Nº 9610, de 19 de fevereiro de 1998, incorrendo em danos morais aos autores.
Tobias Ferraz
05/08/2012 - 05:58
Caro Professor Coriolano, salve! Como sempre um texto com o tiro certeiro. Nada como mostrar o campo para encurtar as distâncias com a sociedade urbana. O nosso agro só vai ter a força e o respeito que merece o dia em for um projeto da Nação Brasileira e não de parte dessa sociedade. Agro-abraço Professor. Tobias Ferraz///

Maurício Carvalho de Oliveira
06/08/2012 - 09:34
A comunicação e o marketing é parte indissociável de qualquer negócio. E o agronegócio brasileiro no Século XXI , com toda a sua pujança e complexidade, dever merecer uma reflexão por parte das organizações do setor e, quem sabe, numa união de esforços entre o setor público e a iniciativa privada, levar uma mensagem clara de seu valor ao urbano, hoje tão distante dos valores da terra. Parabéns Professor Coriolano Xavier - O agro é um dos mais expressivos valores dessa terra "Brasilis"

Michael Mazurana
07/08/2012 - 21:30
Compartilho da mesma visão apresentada na matéria. A algum tempo troca troco essa ideia com outros colegas da área da agronomia. Vejo entre muitos produtores a insatisfação pela não valorização da profissão pela maior parte da classe urbana. Não julgo essa visão da classe urbana, uma vez que ir ao mercado e comprar frutas, verduras, legumes, cereais, grãos, fibras e outros é certamente mais cômodo do que ter que produzir (seja porque estes não têm espaço físico, conhecimento e tempo. Quanto mais apresentarmos as realidades rurais para quem dela conhece somente por meio de caixas ou latas, acredito que maior será a receptividade e entendimento pela população urbana daquela realidade ali retratada.
A realidade atual é que "quem é visto é lembrado".
Espero ainda ver mais do que atitudes isoladas desse tipo, mas sim um maior marketing na mídia televisionada mostrando que, assim como citou o professor Coriolano, o homem rural é igual ao urbano.
Parabéns pela matéria.

Carlos Gallon
13/08/2012 - 09:10
A agricultura e não o agronegócio (infestado de fornecedores/sugadores numa ponta e de agroindústrias descompromissadas com o ambiental e o social de outro lado) merece reconhecimento e apoio.

É lamentável que uma fabricante de pesticidas agrícolas, que poluem o ambiente, contaminam os alimentos e danificam a saúde de quem trabalha no campo seja a patrocinadora. E pior ainda é ver a bajulação de muitos.

O Brasil precisa de mais pesquisa de controle biológico, cultural e de métodos alternativos e saudáveis de controle de pragas, doenças e ervas "daninhas" na agricultura.

Precisa de uma política de reconhecimento e garantia de rendas aos agricultores e de pagamento dos serviços ambientais que eles garantem e não de propaganda enganosa.

Ricardo Leme Ferreira
15/08/2012 - 16:05
Claro q a aproximação entre o homem do campo e o da cidade é importante, claro q a propaganda e comunicação é fundamental mas achei uma hipocrisia esse propagando com toque humanista feito pela Monsanto Basf. Fez-me lembrar de propaganda de inseticida em q uma mae espalha o produto no quarto com uma criança dormindo no berço. "Terrivel contra os insetos" no entanto, na indicação de uso deste recomenda-se nao permanecer no ambiente. Qualquer coincidencia é mera semelhança.

Para comentar
esta matéria
clique aqui
5 comentários

Conteúdos Relacionados à: Agricultura Sustentável
Palavras-chave

 
11/03/2019
Expodireto Cotrijal 2019
Não-Me-Toque - RS
08/04/2019
Tecnoshow Comigo 2019
Rio Verde - GO
09/04/2019
Simpósio Nacional da Agricultura Digital
Piracicaba - SP
29/04/2019
Agrishow 2019
Ribeirão Preto - SP
14/05/2019
AgroBrasília - Feira Internacional dos Cerrados
Brasília - DF
15/05/2019
Expocafé 2019
Três Pontas - MG
16/07/2019
Minas Láctea 2019
Juiz de Fora


 
 
Palavra-chave
Busca Avançada